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Funcionários de escolas municipais aprendem a usar composteiras

18 de abril de 2019
10h 29
Orientador está em pé diante de uma composteira. Ele revolve o conteúdo. Ao lado dele há uma mulher aparentemente falando ao público. Ao fundo estão os funcionários de escolas atentos às orientações

Representantes de escolas municipais que integram os projetos Horta, da Secretaria de Educação (Seduc), e Composta Santos, da Secretaria de Meio Ambiente, aprenderam, nesta quarta-feira (17), a fazer uma composteira caseira, em oficina realizada no Jardim Botânico Chico Mendes (Bom Retiro). 

O incentivo ao uso do sistema de compostagem busca fazer com que mais pessoas destinem o lixo orgânico de forma mais sustentável para que não acabe parando em lixões e aterros, contaminando o solo e lençóis freáticos.

A composteira é um sistema de três caixas. Duas se revezam no recebimento dos resíduos orgânicos como casca de frutas, restos de legumes e podas de jardim. A terceira, acumula o excesso de líquido produzido no processo, chamado de composto líquido. Colocam-se os resíduos orgânicos produzidos em uma das caixas e cobre-se com serragem ou folhas secas. Em aproximadamente 60 dias, as minhocas já fizeram seu trabalho, se alimentando dos resíduos, transformando-os em húmus. Se realizada corretamente, a compostagem não produz nenhum cheiro desagradável.

A composteira é feita de material reciclável e tem minúsculos furos para 'respirar'. O chefe de educação ambiental do Botânico, Victor Nagib, explicou que dentro são colocadas minhocas e podem ser adicionados, à vontade, restos de cascas de ovos, folhas, frutas, verduras, legumes, borra e filtro de café, pães, grãos e sementes, além de sachê de chá e erva de chimarrão.

 

RECOMENDAÇÕES

Com moderação, podem ser acrescentados alimentos cozidos, temperos fortes (pimenta, alho e cebola), limão, líquidos (iogurte, caldo de feijão e de sopas), óleos e gorduras, laticínios, frutas cítricas, flores e ervas, guardanapos e papel toalha. Não se recomenda adicionar carnes, fezes de animais carnívoros e papel higiênico usado.

Compareceram à atividade funcionários das escolas Barão do Rio Branco, Santista, Olavo Bilac, Regina Altman, João Papa Sobrinho, Cely de Moura Negrini, Samuel Augusto Leão de Moura e Avelino da Paz Vieira. Todas as composteiras terão acompanhamento da Secretaria do Meio Ambiente.

A professora da ‘Regina Altman’ (Vila Progresso), Juliana Celeste, 47, disse que os 150 alunos de até três anos participam da horta e aprendem os elementos da natureza. “Eles plantaram tomate cereja, cenoura, alface e girassol. Esta composteira será muito usada”.

Em setembro de 2018, quando lançado o projeto Composta Santos, 50 composteiras foram doadas, sendo 14 para escolas municipais. Atualmente, 23 escolas fazem parte do projeto Horta.

 

Fotos: Marcelo Martins