Conteúdo

Funcionária relembra concursos e adaptação a processos digitais. Assista ao vídeo

29 de outubro de 2018
11h 00

A menos de um ano da aposentadoria, a advogada Lizete Pais Oshiro, 60 anos, relembra o período em que prestou concursos para oficial de justiça em diversos municípios do Estado, ainda no início da década passada. “Passei em nove cidades, em primeiro ou segundo lugar, mas nunca me chamaram. Entrei com várias ações. Não ganhei nenhuma”. Quis então o destino que a primeira convocação ocorresse justamente em Santos, sua terra natal. “Acredito muito em Deus e, certamente, era uma missão”.

Após 13 anos na Seção de Apoio Administrativo e Financeiro (Saaf) da Procuradoria Geral do Município (PGM), ela garante que sempre desempenhou com satisfação as funções ocupadas desde então – chegou a ser chefe de gabinete da pasta. “Pedi para vir trabalhar aqui porque gosto de ser advogada”, diz, explicando o que faz no dia a dia. “Todos os expedientes e processos que entram na PGM vêm para cá e a gente encaminha para os procuradores ou à seção pertinente. Recebemos, registramos tudo e distribuímos. É bastante coisa”.

O trabalho, contudo, está mais ágil desde 2014. “Virou tudo digital. Tivemos que reaprender tudo. Foi um processo difícil. Estamos nos adaptando ainda”, relata, garantindo que o esforço para a adaptação tem valido a pena. “Está muito bom para nós e para o munícipe, que já pode acompanhar o processo. Hoje, conseguimos fazer tudo pela internet. Antes, se sumisse uma pasta, o procurador não podia fazer nada. Agora não há mais esse arquivo físico”.

Nos anos como servidora, Lizete conta que colecionou amigos. “Aqui, nos damos todos muito bem e ainda ajudamos uns aos outros”, conta, feliz por ter acompanhado o crescimento profissional de patrulheiros e estagiários. “Alguns entraram crianças aqui e hoje são doutores”.

Já a vida posterior ao serviço público, ela garante que também será na área de direito. “Vou continuar trabalhando como advogada porque estudei muito para isso. Realizarei meu sonho”, diz, confessando que, no entanto, haverá um tempo para descanso. “Antes, vou dar uma relaxada por seis ou sete meses”.

 

RECONHECIMENTO

“Lizete está aqui há 13 anos. Durante esse período, passou por diversas seções, nas quais demonstrou imensa dedicação e entusiasmo para lidar com as questões do trabalho e relações com as pessoas”, diz a procuradora-geral do Município Renata Arrais, ressaltando que a homenagem “é mais do que merecida, na medida em que visa demonstrar o carinho e gratidão por toda a dedicação dessa servidora”.

 

Foto: Susan Hortas