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Filme Extraordinário faz alunos do Escola Total refletirem sobre inclusão

10 de abril de 2018
18h 00

Se você tivesse um colega de classe com o rosto deformado, que já tivesse feito 27 cirurgias plásticas, como o trataria? “Eu ia cuidar e brincar com ele”, afirmou Carolina Losso, 9, da escola municipal Dino Bueno. “Brincamos muito com um colega que tem Síndrome de Down na sala”, completou Beatriz Franco, 9. Para Giovani Ferreira, 10, da unidade Olavo Bilac, ser diferente não justifica zoação: “Eu ia protegê-lo”.

Estas crianças fazem parte do grupo de mais 300 alunos atendidos pelo Escola Total que, nesta terça-feira (10) à tarde, junto com educadores, assistiram ao filme Extraordinário em sessão especial no Cine Roxy para refletirem sobre inclusão. A iniciativa, parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Social e de Educação, visa promover uma discussão sobre a temática da inclusão no ambiente escolar.

O filme é uma história de superação sobre um garoto, Auggie Pullman, que nasce com deformidade facial e, aos 10 anos, começa pela primeira vez a frequentar uma escola regular, como qualquer outra criança, e se esforça para conseguir se encaixar em sua nova realidade. Muito inteligente e engraçado, ele sofre bullying, especialmente logo nos primeiros dias. Logo ele faz amizade com Jack, o que gera ciúme em Julian, que tenta atrapalhar a amizade dos dois. A trama mostra que a família (pai, mãe e irmã) vive em função dele, o que leva a irmã a se sentir negligenciada, evitando expor fragilidades e aborrecimentos por que passa a fim de evitar mais problemas.

PROJETOS

A Secretaria de Educação (Seduc) desenvolve vários projetos que previnem e discutem o bullying nas escolas, entre eles os grêmios estudantis e conselhos de escola. Outra frente importante é o programa Justiça Restaurativa, desenvolvido em 28 escolas. A Justiça Restaurativa visa incluir novas formas de resolução de conflitos (diálogo e reparação do dano e não punição), a partir de práticas restaurativas e cultura de paz. Os alunos participam rotineiramente de círculos restaurativos dentro do referido programa sempre com a participação de equipe técnica, professores, equipes de apoio da Seduc e representantes da rede de garantia de direitos. A intenção é estender a iniciativa para todas as unidades municipais de educação.

Os projetos político-pedagógicos das escolas contêm ações voltadas à cultura da paz, educação de valores, entre outras, contribuindo para melhorar o clima escolar, promovendo uma educação mais saudável e solidária. Por exemplo, o Melhor Companheiro (Rotary Club de Santos), em que é eleito o melhor companheiro da classe, visando o bom relacionamento e a disseminação de valores; Pratique a Cortesia (A Tribuna com Rotary Club de Santos); Vovô Sabe Tudo (respeito e troca de experiências entre gerações), entre outros.

Foto: Marcelo Martins

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