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Festival Valongo será polo cultural e da imagem a partir de 12/10

5 de outubro de 2016
15h 10

O Valongo vai se transformar no principal polo cultural do país a partir do dia 12/10, com a realização de Festival Internacional da Imagem do Valongo, que ocupará 10 espaços com oficinas, workshops, exposições e instalações (incluindo uma palestra com Mano Brown, do grupo Racionais MC’s, na programação). A abertura oficial será às 16h, na Casa de Câmara e Cadeia - Praça dos Andradas, Centro Histórico.

Já estão confirmadas as presenças dos fotógrafos Bob Wolfenson (um dos mais renomados da América Latina), Araquém Alcântara (o mais importante no registro da natureza brasileira), Corinne Noordenbos (holandesa premiada em 2014 pela Royal Photographic Society), além do argentino Miguel Machalski, a finlandesa Rosa Liksom e o venezuelano Juan Valbuena, entre outros. 

A programação, a ser realizada até o dia 16, foi apresentada na terça (04/10) pelos fotógrafos Iatã Cannabrava e Thamyres Matarozzi, da produtora cultural Estúdio Madalena, durante reunião na Secretaria Municipal de Turismo/Setur com representantes de diversos setores da Administração. Durante 10 anos, a empresa paulistana foi responsável pelo evento Patary em Foco, que reunia cerca de seis mil pessoas. 

“O festival santista será ainda maior que o de Paraty, mais democrático e plural. Santos tem se tornado um importante polo cultural nos últimos anos”, aposta Iatã. E por se tratar de um “festival da cidade para a cidade e os turistas”, como define o produtor cultural, os moradores terão entrada gratuita em todas as atividades – só é preciso chegar com trinta minutos de antecdência.

Patrimônio

Para o produtor cultural e diretor do festival, o grande objeto de turismo é a fotografia. “A imagem é o olhar sobre o patrimônio, e o volume de patrimônio existente no Valongo é impressionante.” A intenção, prosseguiu, é transformar a Rua São Bento em um ‘eixo da juventude’ (inclusive com caminhadas perfomáticas), e instalar mirante em um espaço da Rua Tuiuti, permitindo visualizar e fotografar a faixa portuária.

O festival ocupará os Arcos do Valongo, armazém com entrada pela Rua Tuiuti, 25, e área com acesso pela Rua Comendador Neto (atrás do Museu Pelé), que funcionarão como Centro de Exposições e Atividades. Haverá também programação na Praça dos Andradas, nos museus Pelé e do Café, Casa de Câmara e Cadeia, Teatro Guarany, Santuário do Valongo, Palácio Saturnino de Brito, Armazém Cultural 11 e Casa da Frontaria Azulejada. A Barbearia Santista e uma borracharia, ambas na Rua São Bento, também estão envolvidas nas atividades.

Sessões de Pecha-Kucha (formato de exibição conciso em que imagens são projetadas),iniciarão cada mesa de debates - uma delas com o fotógrafo espanhol Jordi Burch. 'Pecha-kucha' é um termo japonês, equivalente a bate-papo, em português.

Universidade

O festival é o ponto de partida para um projeto bem mais ambicioso: “A ideia é criar um núcleo estudantil no bairro e, a longo prazo, instalar a Universidade Livre de Cinema no Valongo". 

“Queremos trazer gente para morar no bairro”, afirma Iatã, que sonha em ver, no futuro, turistas visitando o porto na mesma proporção de outros importantes atrativos internacionais. 

Patrocinado pela Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), Sabesp e Itaú, o festival conta com parceria da Prefeitura, Ong de cultura Poiesis, Oficinas Culturais do Governo do Estado, Fotosfera, Zum e Epson. A realização é do Estúdio Madalena, Projeto Valongo, Entreproduções e Ministério da Cultura.

Serviço

Programação completa: www.valongo.com

Foto: divulgação