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Fams lança hemeroteca digital com revistas de 1940 e 1970

15 de março de 2018
15h 23

A Fundação Arquivo e Memória de Santos (Fams) lançou a Hemeroteca Digital, que reúne 94 edições da revistas Flama e 48 da Brasilidade, ambas editadas entre 1939 e 1947, além de 39 edições da Conheça Santos, publicadas no início dos anos 1970.

As coleções pertencem ao acervo permanente da Fams e, agora estão disponibilizadas em versões digitais, no formato PDF. Para o diretor técnico da fundação, o jornalista e historiador Sergio Willians, “este serviço aponta os caminhos futuros da Fams, que deverá colocar todo o seu foco na digitalização dos acervos, oferecendo uma possibilidade de consulta mais rápida, moderna e eficiente. O pesquisador pode estar em qualquer lugar do mundo e ter acesso ao material via internet”.

O acesso à A Hemeroteca Fams não requer senha ou outro tipo de autorização. “É um acesso totalmente democrático, evidenciando o papel público da Fundação Arquivo e Memória de Santos, de estimular a pesquisa e difundir informações pertinentes à memória da Cidade”, completou Willians, que aponta com outras novidades para o serviço em breve. “A ideia é formalizar parcerias com outras entidades que possuem coleções históricas de relevância, para podermos ampliar a oferta de títulos de periódicos”, emendou.

Biblioteca Nacional

O projeto da Fams buscou inspiração na Hemeroteca Digital Brasileira, que disponibiliza ao público mais de 15 milhões de páginas de dezenas de títulos de jornais e revistas de todo o País. “É um serviço extraordinário. Com ele temos a possibilidade de resgatar histórias esquecidas há muito tempo. A ideia é fazer o mesmo com o projeto da Fams, embora ainda não tenhamos o mecanismo de busca oferecido pela Biblioteca Nacional. Mas, como diz o velho ditado, para fazer uma longa jornada é preciso dar o primeiro passo”.

As revistas do projeto

Flamma - Lançada em 21 de fevereiro de 1921, tinha Galeão Coutinho como redator-secretário. Quatro anos depois, passou à direção de Ciro Lacerda, mas retornou à administração de Norberto Paiva Magalhães, secretariada em períodos diferentes por Décio de Andrade, Ciro Lacerda e Júlio Barata.

Por volta de 1931 Paiva Magalhães passou Flama a José Gomes dos Santos Neto, que convidou para assumir ass funções de diretor o dr. Nicanor Ortiz. Flama atravessou o tempo enfrentando muitas dificuldades, até que, por volta de 1966, suspendeu definitivamente a publicação. Era composta e impressa em São Paulo, na Gráfica Bignardi. Foi a revista de maior vivência em Santos.

Entre os colaboradores de Flama destacaram-se: Meduar, Tito Marcondes, Martins Fontes, Afonso Schmidt, Lincoln Feliciano, Emília de Freitas Guimarães, J. Freitas Guimarães, Cassiano Nunes Botica, W. Barbosa Trigo, Antônio Passos Sobrinho, Sebastião Gonçalves Leite, Luiz dos Santos, Ibrantina Cardona, Stockler de Lima, J. M. Coimbra, Mariano Gomes, Itacy de Souza Teles, Heitor de Moraes, Agenor Silveira, Guilherme de Almeida, Durwal Ferreira, Luso Ventura, João da Veiga (Lincoln Feliciano), Júlio Barata, Roldão Mendes Rosa, Álvaro A. Lopes, Moacir Chagas, Ribeiro Couto, Emiliana Delminda, Chaves e Silva Oacy Rodrigues (caricaturista), Rosinha Mastrangelo, Francisco de Marcchi e Francisco Martins dos Santos.

Brasilidade - Editada a partir de fevereiro de 1936 por guardas da Alfândega de Santos. Como se inscrevia em seu expediente, Brasilidade foi na verdade uma revista feita em Santos para todo o Brasil. Além da beleza gráfica, apresentava boa colaboração literária, bem como fatos ilustrados da vida social da Cidade.

Brasilidade, que publicava em média 44 páginas, com seções literária, social, esportiva, rádio, televisão e cinema, costuras, teatro, recreio, entrevistas e muitos outros trabalhos em prosa e verso, prestigiada pela colaboração de nomes de evidência na literatura, como Afonso Schmidt, Jorge Azevedo, Soares de Souza e tantos outros.

Coleção Conheça Santos - A coleção Conheça Santos foi publicada pela Prefeitura no início dos anos 1970. Tratava-se de uma série de 21 plantas que se iniciava com a planta básica do Plano Diretor de São Vicente e Santos, abordando, numa série de conhecimentos, vários aspectos da comunidade. Junto às plantas, o Diário Oficial publicou dois fascículos com o tema Santos de Ontem, que narrava aspectos históricos da cidade.