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Exposições virtuais homenageiam os povos indígenas

Publicado:
17 de abril de 2021
13h 35
índia olha para cima #paratodosverem

Na próxima segunda-feira (19) comemora-se o Dia dos Povos Indígenas, data de maior visibilidade da população que deu origem ao Brasil. E, como forma de homenageá-los, o Museu da Imagem e do Som de Santos (Miss) convidou alguns integrantes dessas comunidades para trazer fotografias com o olhar de quem diariamente vive e resiste aos permanentes ataques em seus territórios, há mais de 500 anos.

A exposição virtual ‘Abril Indígena no Miss’ terá início na segunda, no Facebook e  instagram  do museu. O foco da mostra são três comunidades do litoral paulista, duas delas captadas pelas lentes de representantes das próprias comunidades e a última, por um antropólogo que registra as festas tradicionais na costa do Estado de São Paulo.

Na aldeia Indígena Bananal, situada em Peruíbe, o cacique Ubiratã Gomes buscou eternizar as artes, usos e costumes, bem como a interação com o meio onde vivem. “Para mim, a fotografia é a arte de dizer com as lentes de uma câmera o quanto amamos a mãe natureza e toda sua expressão e beleza”, diz Gomes.

Já o fotógrafo Cleiton Werá, da aldeia Tabaçu, fotografou a cultura tupi-guarani e as práticas tradicionais. Werá é um dos morubixabas (cacique) mais novos. Aos 32 anos, vê a necessidade de registrar em imagens o legado construído para as futuras gerações.

Outro convidado foi o doutor em arqueologia, historiador e fotógrafo Plácido Cali. A Festa do Tataruçu Katu (Festa do Fogo Sagrado), na aldeia Tabaçu Reko Ypy, foi o trabalho apresentado. “A celebração constitui uma prática de resistência cultural indígena, pois reafirma sua cultura através de uma prática religiosa tradicional”, pontua Cali.

OUTRAS ALDEIAS

Com a colaboração da assessoria de comunicação do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), foram convidados três profissionais de outras aldeias do País, ampliando o panorama de imagens que fazem parte dessa exposição fotográfica virtual. Nelas se destacam a luta dos Guarani Mbya da Terra Indígena do Jaraguá, pelas lentes do jovem fotógrafo Richard Wera Mirim, jovem liderança do povo Guarani Mbya e morador da Terra Indígena Jaraguá, na Zona Noroeste da cidade de São Paulo. Segundo Wera, “meu trabalho busca despertar e incentivar mais jovens do meu povo a tomar iniciativas como a minha, de servir nossa comunidade nos campos da comunicação, fotografia e audiovisual, fundamentais para compartilhar com os não indígenas sobre história, luta, cultura e conhecimentos dos Guarani”.

Já da aldeia Pataxó Coroa Vermelha, localizada no extremo sul da Bahia, a fotógrafa Vanessa Pataxó traz memórias, vivências, festividades e eventos de lutas. “A fotografia é uma das formas que uso para expressar a luta de nós, povos indígenas do Nordeste, contada através do meu olhar enquanto indígena sobre minha cultura”.

A última parte da exposição traz a jornada indígena que percorreu 12 países da Europa, para denunciar as graves violações perpetradas contra os povos indígenas e o meio ambiente no Brasil, contada pelo comunicador indígena Eric Marky Terena.

 


Facebook da Secretaria da Cultura traz imagens de aldeia da Bahia

As imagens captadas em intenso dia de convivência em uma aldeia indígena ganham espaço no Facebook da Secretaria da Cultura, a partir desta segunda-feira, com a exposição virtual ‘Valores’, do fotógrafo Fabrício Costa. Na mostra, o profissional nascido em Santos expõe imagens produzidas em janeiro de 2020, na comunidade de índios Pataxós da Aldeia da Jaqueira, na cidade de Porto Seguro (BA).

“Tive pouquíssimo tempo para captar as imagens. Foi um trabalho de imersão curto, porém muito intenso. Já adorava a cultura deles, mas saí da aldeia ainda mais apaixonado pelos valores que eles sustentam”, comentou Costa.

E por falar em valores, o fotógrafo acredita que este é, sem dúvida, o traço mais forte da cultura indígena. “Todo mundo fala muito a respeito das cores, dos ritos e de outras características deles. Mas é muito marcante ver de perto como eles defendem a família, suas tradições e o trabalho em grupo”.

Realizador de outras produções com destaque dentro e fora do País, ‘Valores’ é a primeira exposição de Fabrício com temática indígena, e, segundo ele, será a estreia de outras. “Já estou com tudo preparado para voltar a Porto Seguro. Assim que a situação da pandemia melhorar, farei mais produções e irei até ministrar oficinas de fotografia para a comunidade de lá”.

TRAJETÓRIA

Fabrício Costa teve fortes influências na fotografia desde cedo, por causa da mãe, que na época gerenciava um laboratório de fotos em Santos. Mesmo tão próximo à fotografia, o dom da arte ainda não havia despertado. Foi em 2010, ao participar de um curso na Oficina Pagu, que ele se descobriu fotógrafo. Incentivado por outros profissionais, como o professor Tito Wagner Nunes Melo, começou a se aprofundar nos estudos.

Costa já venceu o concurso da Nacional Geographic e realizou exposições em Santos e Caxias do Sul (RS). Teve seu trabalho utilizado pela mídia nacional e internacional, em diferentes formatos como TV, internet, jornal e revistas.

Fotos: divulgação

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