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Estudantes santistas que fazem aulas de surfe conhecem trajetória de lenda da modalidade

4 de abril de 2019
13h 07
Alunos estão sentados em sala de cinema. Todos estão com os braços erguidos, como se estivessem comemorando algo. #Pracegover

Além de praticar surfe no Programa de Jornada Ampliada Escola Total, no emissário submarino, 200 alunos de 6º a 9º ano dos núcleos São Judas, Ponta da Praia e Cais Milton Teixeira, puderam conhecer a trajetória do premiado surfista santista Picuruta Salazar. Eles assistiram, nesta terça e quarta-feiras (2 e 3), no MISS (Museu da Imagem e do Som de Santos), ao documentário 'A Lenda do Gato, Picuruta Salazar' (apelido dele, referência ao gato doméstico que, segundo expressão popular, sempre cai em pé).

“O objetivo foi fortalecer o aprendizado do surfe e valorizar o esporte e a cultura esportiva da Cidade, bem como trabalhar o pertencimento e divulgar um dos surfistas mais importantes do Brasil”, afirmou a coordenadora geral do Escola Total, Márcia Calçada. 

Lançado em Santos em outubro passado, o filme do diretor Alex Miranda faz um paralelo entre a carreira de Picuruta – e também dos irmãos Almir e Lequinho - e o surfe brasileiro. Mostra o início do atleta na modalidade, com as pranchinhas, e depois no longboard, quebrando paradigmas e conquistando títulos com sua garra e talento natural, em uma modalidade que era dominada pelos cariocas.

Maior recordista mundial de vitórias em campeonatos (mais de 170), o atleta aparece com amigos, jornalistas, surfistas, shapers, árbitros do esporte e muitas figuras do mundo das ondas, contando casos, num relato rico e divertido.

 

EMOÇÃO E RISO

As dificuldades em obter patrocínio, a luta e aposta do pai em alavancar a carreira dos irmãos e depois seu falecimento, a morte de Lequinho, as rixas com os havaianos e os filhos, que hoje se destacam no esporte, emocionaram e fizeram rir a plateia. Trinta e quatro anos depois, o longa mostra Picuruta, com Almir, surfando nos mesmo lugares que competiu no passado.

Para o professor de surfe do programa, Alexandre Vaz Tarelho, 32 anos, que pratica a modalidade desde os 12, é importante que os alunos conheçam a história do surfe local e do Brasil, observando como traz equilíbrio e qualidade de vida. “Não basta a técnica, o contexto faz parte, estimula.” Michelly dos Santos Teixeira, 11, é a prova disso. “Aprendi a surfar este ano e depois de conhecer a história do Picuruta quero ser igual a ele.”

Para Ana Carolina dos Santos, 14, que pratica desde 2018, o que mais chamou a atenção no percurso profissional do ícone foi a persistência. “Ele nunca desistiu.”

 

Foto: Isabela Carrari

 

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