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Estudantes de Santos concorrem em mostra científica do Instituto Butantan

Publicado: 21 de outubro de 2021 - 14h48

Confira os trabalhos e escolas selecionados

Estudantes de escolas municipais que participam do programa Santos Jovem Doutor tiveram nove trabalhos selecionados para a I Mostra Científica do Instituto Butantan - Desafios da Saúde Pública no século XXI: Aspectos Biotecnológicos e Socioambientais no Enfrentamento de Doenças, que recebeu 117 inscrições e teve 74 produções aceitas. Os trabalhos desenvolvidos pelas turmas da escolas santistas, e que foram apresentados no início desta semana, envolvem questões da pandemia e dignidade menstrual. O resultado será divulgado nesta sexta-feira (22), no portal do evento.

A mostra tem como objetivo estimular a curiosidade, o pensamento crítico, a capacidade de inovação sobre temas relacionados à saúde pública e o fazer científico. Os trabalhos foram divididos em três categorias: ensino fundamental 1º ao 5º ano, ensino fundamental 6º ao 9º ano e ensino médio. Todos os projetos aceitos receberão certificado de participação e os que obtiverem melhor classificação receberão prêmios. Os estudantes do 3º ano do ensino médio concorrerão a uma bolsa de Iniciação Científica Júnior.  

TRABALHOS

A turma da Unidade Municipal de Educação (UME) Ayrton Senna da Silva, orientada pela professora Dúnia Nunes, desenvolveu o trabalho Saúde Mental na Pandemia. Os alunos dos sétimos anos da ‘Edméa Ladevig’ enviaram o projeto A Gota que salva o mundo, sobre a vacina contra o coronavírus, orientado pela professora Juliana de Lira. Na mesma escola, a turma de 8º, 9º anos e veteranos (ex-alunos da rede municipal e que continuam no programa), participaram com três trabalhos, abordando os impactos das fake news, com o professor Marcelino Souza.

A escola ‘Judoca Ricardo Sampaio’ foi representada pelo projeto A importância da telemedicina para a saúde pública no período pandêmico (professora Maria de Lourdes Medeiros). O grupo da UME Lourdes Ortiz desenvolveu o trabalho JDCast: Vacinas (professora Daniele Carvalho), abordando as diferentes plataformas de produção da vacina. Sob a orientação da professora Valquíria Santana, os estudantes da ‘Mário de Almeida Alcântara’ apresentaram duas produções: Da máscara ao lixo: os problemas dos descartes indevidos e agentes epidemiológicos e Da pobreza à dignidade menstrual - Desmistificando a menstruação no ambiente escolar e a garantia dos direitos humanos.

“Fazer parte desta primeira mostra do Butantan é de suma importância para nossos alunos. Durante as apresentações, eles falaram sobre as questões que estão envolvidos, com conhecimento e segurança. O Jovem Doutor é isso, são estudantes que desenvolvem a habilidade de pesquisador, com coração enorme de um grande cidadão”, destacou a coordenadora do programa, Ana Caetano. 

EXPERIÊNCIA

“Foi uma experiência e tanto, principalmente na parte de interação com o grupo, a pesquisa, o empenho de todos para a execução do trabalho. Sem contar que participar da primeira Mostra Científica on-line do Butantan e chegar ao estágio em que chegamos é um privilégio muito grande, resultado do nosso esforço”, afirmou a aluna Heloizy Diniz Alves, do 9º ano da escola Mário de Almeida Alcântara. Ela participou do trabalho sobre dignidade menstrual. 

A professora Valquíria Santana, que orientou as produções dos alunos da ‘Mário’, destacou que o momento foi gratificante. “Acompanhar o crescimento deles em cada fase deste trabalho e presenciar a alegria deles no caminhar à luz da ciência, é uma realização pessoal e profissional para mim. A frase de Paulo Freire faz todo sentido com o potencial que vejo nos alunos: 'Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo'. Que eles continuem a transformar o mundo ao seu redor”. 

SANTOS JOVEM DOUTOR

Iniciado em 2015, o PSJD realiza ações de valorização da ciência, prevenção e promoção da saúde, incentivando a cidadania e as relações interpessoais. A iniciativa, que é destinada aos estudantes de 8º e 9º anos e em formato piloto para os de 7º ano das escolas municipais, é fruto da parceria entre as Secretarias de Saúde (SMS) e Educação (Seduc) com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), por meio da disciplina de Telemedicina.