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Estado anuncia recursos para o novo sistema de transporte metropolitano

3 de março de 2009
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A primeira etapa do sistema integrado de transporte metropolitano da Baixada Santista, entre Santos e São Vicente, será implementada por meio de uma PPP (Parceria Público Privada) do governo estadual, que viabilizará os R$ 400 milhões necessários. A medida foi anunciada, nesta terça (3), em Santos, pelo secretário de Estado de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, em reunião, na sede da Agem (Agência Metropolitana), com prefeitos, deputados e representantes da comunidade regional. O projeto prevê na fase inicial a ligação de São Vicente (Barreiros) ao porto de Santos por VLT (Veículos Leves sobre Trilhos), além de um corredor de ônibus nas avenidas Nossa Senhora de Fátima e Antônio Emmerick e a readequação de linhas. O governo vai bancar a etapa inicial do projeto, e será feita uma concessão patrocinada, com duração de 30 anos. Em dezembro de 2010, o metrô leve estará operando em teste, e na totalidade em meados de 2011, informou o secretário. Sobre as tarifas, ele informou que os valores serão mantidos, devendo ser adotado o bilhete único. E frisou: É importante que continue a mobilização pela obtenção de recursos federais do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) Mobilidade, para que o sistema seja totalmente viabilizado. Nas etapas seguintes, o projeto prevê a integração com o Valongo, Litoral Sul, ‘ferry-boat’ e outros pontos da região. Segundo o diretor da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, José Eduardo Cupertino, a demanda entre Santos e São Vicente é de 230 mil passageiros por dia útil. O sistema terá 14 VLT, com capacidade para 350 pessoas em cada, com linhas de ônibus (locais e metropolitanas) e ciclovias integradas. A importância estratégica da Baixada Santista para o país foi destacada pelo prefeito João Paulo Tavares Papa, pelas atividades portuárias, a exploração de petróleo e gás e o turismo. Ele salientou que a obra confere o devido valor à região, e que irá trazer desenvolvimento econômico, social e ambiental, promovendo de fato a integração metropolitana. Entre as vantagens do novo sistema, estão a redução da poluição ambiental e sonora, a fluidez do trânsito, agilização no tempo das viagens e o conforto dos passageiros.

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