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Escolas terão mais 50 mediadores de inclusão

21 de março de 2019
14h 47
Aluna com síndrome de Down está em um palco à frente de outros estudantes que estão de mãos dadas. Uma educadora está ao lado da menina segurando sua mão. Elas sorriem uma para a outra. #pracegover

A rede municipal de ensino santista vai contar com mais 50 mediadores de inclusão escolar, aumentando de 419 para 469. O anúncio foi feito pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa, nesta quinta-feira (21), na escola Barão do Rio Branco (Campo Grande), durante comemoração do Dia Internacional da Síndrome de Down, ou Trissomia 21 (como alguns especialistas chamam essa alteração genética).

A atribuição dos educadores começou nesta quarta-feira (20). No total, as 83 escolas possuem 928 alunos com deficiência, sendo 54 com Síndrome de Down.

Segundo a chefe da Seção de Educação Especial (Sedesp), Célia Gouveia, os mediadores de inclusão escolar, que auxiliam na compreensão do conteúdo, atuam em casos mais específicos de forma individual e, para os mais leves, em caráter rotativo, sendo profissionais de apoio citados na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI nº 13.146/15).

Célia destacou que as unidades municipais de educação ainda possuem as salas de recursos multifuncionais, que contam com um professor especializado (Professor do Atendimento Educacional Especializado) para atender os alunos com deficiências.
Quanto ao atendimento dos alunos com surdez, todos os que necessitam de intérprete de Libras são acompanhados por um profissional. A rede também conta com o projeto Atendimento Domiciliar, direcionaldo aos estudantes que, por impedimento de saúde, não podem estar na escola. 

 

Performance encanta alunos

 

Muitas palmas e elogios marcaram a apresentação de dança da adolescente com síndrome de Down, Natália Lopes, 17, e da professora Ludyne Medeiros Gonzalez (Luh Balboa), com a coreografia 'I see you'. “Ela levou três horas para aprender os passos e arrasou aqui”, comemorou Ludyne.

A aluna Juliana Vieira da Cunha Romero, 10, do 5º ano B, igualmente tem a síndrome e vibrou com a performance. “Gosto de balé, de sambar e pular carnaval”, disse a menina, acompanhada da mãe Erica Vieira da Cunha, 52. “Ela entrou na rede em 2013 e é matriculada na Barão do Rio Branco desde setembro de 2018. Acorda cedo e pede para vir para a escola”.

A diretora Reginalva dos Santos ressaltou que Juliana é comunicativa, carinhosa e esforçada e tem uma mediadora de inclusão para auxiliá-la.
A ‘Barão do Rio Branco’ possui 567 estudantes do 1º ao 5º ano e de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Destes, 29 são incluídos.

Além da mostra de dança, houve roda de conversa sobre a Síndrome de Down, utilizando a personagem criada por Maurício de Sousa (Tati) para a turma da Mônica; roda de história com o Livro 'Meu amigo Down', de Claudia Vernek; produção de texto sobre o assunto (4° e 5° anos), e pintura e recorte de símbolo da Síndrome de Down para colar na blusa de todos os alunos.

Kawã Salama, 10, contou que na sala dele tem dois amigos incluídos, Juliana e o Gabriel, que é autista. A secretária de Educação Cristina Barletta também participou da solenidade.

 

REPAROS

O prefeito Paulo Alexandre Barbosa também anunciou que a escola entrará em reparos para manutenção da geladeira, troca do toldo (policarbonato) da entrada; revisão do telhado; pintura do piso da quadra; manutenção da caixa de gordura, nova placa para a escola, troca do fogão, reparo na pia de mármore e um novo freezer.

 

Fotos: Isabela Carrari

 

 

Galeria de Imagens

Com Down, a estudante Natália Lopes, 17 anos, apresentou coreografia. Ela está usando um vestido. Seus dois braços estão esticados, sendo o direito para o alto e, o esquerdo para o lado esquerdo. Seus cabelos estão ao vento, indicando que ela está em movimento. A coreógrafa está ao seu lado direito, acompanhando a dança.
Com Down, a estudante Natália Lopes, 17 anos, apresentou coreografia

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