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Encontro em Santos aponta caminhos para inclusão das pessoas com Síndrome de Down

30 de março de 2019
16h 15

“Não tem essa de ser diferente. Posso me considerar normal. A sociedade tem que respeitar. Me considero um autodefensor da causa”, afirmou o ator profissional Ariel Goldenberg, 38, que tem Síndrome de Down. Ele estreou como mestre de cerimônias no ‘Encontro Fora de Série – Caminhos para a Inclusão das Pessoas com Síndrome de Down’, realizado neste sábado, em auditório lotado na Associação Comercial de Santos.

A iniciativa, em comemoração ao Dia Internacional da Síndrome de Down (21 de março), foi da Associação Equoterapia Santos e do site Papinhas Fora de Série, com apoio da Prefeitura de Santos, além de patrocínio e participação de várias empresas e entidades. Ariel encantou a plateia ao abrir o evento, com sua leveza e bom humor. Ele disse que faz teatro e está escrevendo uma novela. “Vou tentar contrato com o SBT ou Globo, mas não posso revelar o tema”, disse Ariel, que já atuou em curta-metragem, peça, documentário, clipe e filme. Contou que adoraria ter Larissa Manoela como protagonista na sua novela.

O professor Zan Mustacchi, pediatra geneticista há 42 anos, um dos maiores especialistas do mundo em Trissomia 21 (T21), como é chamada a síndrome, ministrou palestra sobre nutrição, educação e saúde. “Sem nutrição não há educação. Nutrir o cérebro, não apenas se alimentar para sobreviver. Temos que ter consciência do que comer e não é caro.”

“Vivemos uma cultura da imagem. Há de se elaborar um novo conceito para lutar contra a discriminação. Dar oportunidades na família, na sociedade e o alicerce nutricional.” Zan ainda informou que, quando iniciou sua carreira, a sobrevida de uma pessoa com T21 era de 15 anos e, hoje, de 60 a 70 anos.

OBJETIVO

Há 12 anos na Associação Equoterapia Santos e há seis presidindo a entidade, Maria das Graças Pereira Silva ressaltou que o objetivo do encontro foi tirar a equoterapia da invisibilidade e trabalhar a inclusão social, trazendo conhecimento real com especialistas de primeira linha. “Além do doutor Zan, temos aqui equipe de fonoaudiólogo, odontólogo, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, entre outros.”

O trabalho é feito com oito cavalos e equipe multidisciplinar. São cerca de 120 atendidos, de 3 a 18 anos, com várias deficiências, sendo 75 em convênio com a Prefeitura. As aulas ocorrem uma vez na semana, por 45 minutos.

O prefeito Paulo Alexandre Barbosa disse que o poder público precisa de parcerias com olhar especializado para avançar. “A Associação Equoterapia é uma referência para o Brasil e feita a várias mãos. Este encontro vai trazer aprendizado coletivo para nossas crianças se desenvolverem mais.”

SÍNDROME DE DOWN

A Síndrome de Down não é uma doença, mas sim uma mutação do material genético humano, presente em todas as etnias. Começa na gestação, quando as células do embrião são formadas com 47 cromossomos, em vez de 46. O Dia Internacional da Síndrome de Down foi proposto pela Down Syndrome International como o dia 21 de Março, porque esta data se escreve como 21/3 (ou 3-21), o que faz alusão à trissomia do 21. A primeira comemoração da data foi em 2006.

SERVIÇO

A Associação Equoterapia Santos fica na Rua Francisco Manuel s/nº, Jabaquara. O telefone é 3221-7706.

Foto: divulgação

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