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Empregos, perspectivas e direitos são debatidos no Dia da Visibilidade Trans

30 de janeiro de 2020
16h 46

Transmitir informações sobre inclusão de pessoas trans no mercado de trabalho foi um dos temas de evento realizado na noite desta quarta (29), no Sesc Santos, em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade de Transexuais e Travestis, comemorado 29 de janeiro.

Fruto de uma parceria entre o Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) e a Comissão de Diversidade Municipal de Santos, a programação contou com exibição do documentário 'Lembro mais dos corvos', que aborda a história de vida de uma mulher trans, seguida de uma roda de bate-papo sobre empregos, perspectivas e direitos de pessoas trans.

Uma das convidadas foi Márcia Rocha, advogada integrante da Comissão de Diversidade Sexual da OAB Seção São Paulo. “Esta data é importante, foi através da visibilidade que todo movimento surgiu e é por meio dela que as pessoas puderam saber que nós existimos, somos seres humanos, temos direitos”.

A advogada também compartilhou informações sobre o projeto que coordena, o Transempregos. “Desenvolvemos um trabalho de conscientização e preparação, junto às empresas, para a contratação de pessoas trans. Também instruímos os candidatos a sempre buscar a capacitação e aperfeiçoamento em suas profissões. Hoje temos mais de 2,4 mil currículos em nosso banco de dados e todos os dias chegam empresas interessadas em contratar pessoas trans”.

Para a coordenadora da Comissão de Diversidade Municipal de Santos, Taine Myake, a intenção é, através da experiência relatada no evento, incentivar a adesão de empresas da Cidade. “A intenção deste evento hoje é que, através das nossas vozes, tenhamos a visibilidade e que, em Santos, possamos abrir um leque para empresas com olhar voltado à contratação de pessoas trans qualificadas para atuar no mercado profissional”.

FUTURO

Uma das participantes do evento, Kátia di Ferrari, compartilhou com os presentes seu recém-lançado livro, 'Sedução, amor e ódio', uma história de romance homossexual baseada em fatos reais. “Traz um pouco de aventura, muito romance e também drama, por conta do preconceito da família e dos amigos do casal. São fatos narrados que relatam a realidade de muitos gays e de nós, transexuais. A gente se envolve com uma pessoa, muitas vezes um romance escondido, por questões familiares ou do próprio julgamento da sociedade. Se eu for pensar no futuro, espero mais oportunidade de emprego, mais respeito social e mais amor para todos”.

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