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Educação ambiental do Orquidário de Santos completa 30 anos ‘plantando’ sementes de cuidado com o planeta

8 de maio de 2019
14h 50

Andressa Luzirão

Pioneiro na Baixada Santista, multiplicador na preservação da natureza, inspirador para outras ações. O Núcleo de Educação Ambiental do Orquidário Municipal completa 30 anos neste 9 de maio, contribuindo com a formação e a conscientização de santistas e visitantes no cuidado com o planeta. Só em 2018 foram mais de 19.600 pessoas, a maioria crianças, que participaram das atividades oferecidas gratuitamente no parque, entre cursos de férias, oficinas, visitas noturnas e monitoradas.

Preservação das espécies animais e vegetais, reutilização de materiais e consumo consciente estão entre as questões trabalhadas nos projetos. “A gente tenta sensibilizar as pessoas e um dos temas na educação ambiental é o consumo consciente. O que comemos, o que vestimos, tudo mexe com o meio ambiente. As crianças percebem que o que consumimos vai abalar a floresta”, afirma a chefe da Educação Ambiental, Cibele Coelho Augusto.

Em uma visita monitorada, por exemplo, equipes do parque explicam aos visitantes o motivo dos animais estarem ali; contam a história do Brasil por meio das plantas; falam das abelhas na trilha do mel e mostram os hábitos noturnos dos bichos. Fazer uma composteira, dormir no parque, ouvir histórias com o Vovô Sabe Tudo, participar de brincadeiras antigas e de atividades artísticas com tintas naturais, e ainda construir brinquedos de material reutilizado, plantar sementes em garrafas PET e meditar também estão entre as atividades que muita gente guarda na memória.

Quando era pequena, a enfermeira Carla Verônica Santana Passos, 40 anos, moradora da Vila Mathias, participava do curso de férias com o irmão. “Acredito que essas vivências me influenciaram e me despertaram para a preocupação com o meio ambiente, de querer melhorar o planeta que é a nossa casa. Hoje, reutilizo materiais, fiz minha composteira. São informações que só agregaram à minha vida”, diz. Há alguns anos, ela leva as duas filhas para os cursos de férias - Júlia, 7, e Giovanna, 13, que também é monitora mirim, projeto que envolve crianças na apresentação do parque aos visitantes.

“Faço questão que elas participem e que levem esse conhecimento para além daquele ambiente. Que elas tornem o mundo um lugar melhor, que sejam multiplicadoras”.

Quem repete com os netos o que fazia com os filhos é a doceira Ana Maria Alves da Fonseca, 56, do Gonzaga. “Meus quatro filhos amavam participar das atividades. Guardo até hoje os certificados e crachás dos cursos que eles fizeram. Agora é minha neta que adora”.

Questionada sobre o que mais gosta de fazer, Maria Eduarda Martins da Fonseca, 10, não hesita: “É muito legal dormir aqui no parque. A gente caminha por ele de noite e vê os animais”.

Formação e treinamento

O trabalho educativo envolve ainda treinamento de novos monitores para guia de turismo, voltado para alunos de escolas técnicas. Além disso, o parque conta com biblioteca com mais de 700 livros, brinquedoteca, salão de exposições, minimuseu com animais taxidermizados e parquinho. Também são realizadas atividades com escolas e comunidade. Todas as ações são previamente divulgadas no portal da Prefeitura e também constam no Facebook.

O início

Tudo começou por iniciativa da bióloga, psicóloga e pedagoga Mylene Vaz Pinto Lyra em 1989, que, encantada com o trabalho desenvolvido no Zoológico de Sorocaba, onde estagiou por três meses, decidiu levar uma proposta de educação ambiental ao Orquidário. “O parque foi pioneiro na educação ambiental em Santos e na Baixada Santista. Não existia proposta educativa. Escrevi o projeto e foi tudo acontecendo. Fizemos visitas monitoradas, cursos de férias, reciclagem. Montamos calendário ecológico e começamos a trabalhar com escolas. Foi um trabalho de formiguinha e hoje é um trabalho de gigante”.

Segundo Mylene, a iniciativa inspirou a criação da Rede de Educação Ambiental da Baixada Santista e de outros núcleos, que, para ela, são ferramentas que resgatam o contato com o meio ambiente. “A gente só cuida daquilo que conhece. Por meio da educação ambiental conseguimos transformar e ver, em cada um, a essência de preservar. A Revolução Industrial afastou o homem do seu ambiente natural e a educação ambiental resgata isso. É lindo ver as crianças em contato com a natureza”, falou a educadora, que ficou à frente do trabalho por oito anos. Atualmente, ela é professora na escola municipal Noel Gomes Ferreira, em Caruara.

Confira as atividades de educação ambiental do parque 

  • Clube de monitores mirins (crianças passam por formação e depois atuam com o público)
  • Visitas monitoradas para escolas e público em geral
  • Visitas monitoradas noturnas para EJA (Educação de Jovens e Adultos) e público em geral (nas férias)
  •  Oficinas de material reciclável e confecção de brinquedos de material reutilizado
  • Atividades artísticas com tintas naturais
  • Brincadeiras antigas
  • Trilha do Mel
  • Biblioteca e brinquedoteca
  • Salão de exposições
  • Minimuseu com animais taxidermizados
  •  Parque de diversão
  • Treinamento de novos monitores para guia de turismo voltado para alunos de escolas técnicas
  • Cursos de férias
  • Adote um livro
  • Contação de histórias
  • Meditação
  • Música

Fotos: Marcelo Martins e Susan Hortas 

Galeria de Imagens

mãe e filha que participam das atividades posam no playground #pracegover

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