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Desfile virtual arrecadará cobertores ao Fundo Social de Santos

21 de julho de 2020
14h 47

Com a reforma concluída, a Casa da Frontaria Azulejada, localizada no Centro Histórico de Santos, será o cenário do desfile beneficente Luzes de uma nova era, no próximo dia 30, para arrecadar cobertores ao Fundo Social de Solidariedade (FSS).

O evento, que há 24 anos é realizado na Cidade, exigiu desta vez uma organização especial por conta da pandemia do coronavírus. Sem público, será transmitido pela internet e em quatro horários diferentes.

O desfile terá a participação de crianças e adultos apresentando peças de 14 marcas de roupas e acessórios. Tanto modelos como lojistas farão a doação de cobertores para a Campanha do Agasalho 2020. Em função da pandemia, a edição deste ano receberá apenas cobertores novos.

“É um evento importante para nós, mesmo durante a pandemia, mas com todos os cuidados necessários, porque vai colaborar com a Campanha do Agasalho, que este ano foi prejudicada”, afirmou Maria Ignez Barbosa, presidente do FSS.

Segundo a empresária Clô Macia, que organiza o desfile, durante a transmissão ao vivo, o público será incentivado a doar cobertores novos e entregá-los ao FSS. As apresentações poderão ser acompanhadas em tempo real pelo Facebook da Prefeitura e pelas três redes sociais da oficina de modelos By Clô: Facebook, YouTube e Instagram.

Os dois primeiros desfiles serão infantis, com duração entre 20 e 25 minutos. O primeiro será às 17h, com crianças de quatro a sete anos. O segundo, às 18h30, com público de nove a 12 anos. Já os das 20h e 21h30 serão com os adultos e terão meia hora. As apresentações ocorrerão em uma passarela montada no chão, delineada por 200 velas artificiais.

“Será um desfile em um lugar onde o cenário é invejável e já está pronto. A Casa da Frontaria é uma preciosidade de encher os olhos”, diz Clô, que organizou uma infraestrutura de prevenção ao coronavírus.

Além de realizar o evento em quatro horários, para não haver aglomeração nos camarins (que serão abertos), na entrada haverá aferição de temperatura e entrega de álcool em gel de bolso para os modelos. Apenas as crianças poderão estar acompanhadas das mães e todos foram orientados quanto a distanciamento e uso de máscaras.

AGENDA

O desfile marca a reabertura da Casa da Frontaria Azulejada, imóvel do século 19 e considerado um dos principais símbolos da história, cultura e arquitetura santistas.  Segundo o diretor-presidente da Fundação Arquivo e Memória (Fams), Luiz Guimarães, o local já se prepara para voltar a receber eventos culturais e que, por enquanto, serão restritos.

“Tínhamos uma agenda variada antes da pandemia. Agora, estamos retomando as atividades para fomentar a utilização da Frontaria para exposições, mostras, pequenas apresentações musicais e festivais, que são eventos de portas abertas. É uma joia cultural que deve ser preservada para atividades relacionadas ao ambiente”, diz Guimarães, que disse já estudar uma apresentação de balé no local, sem público, e com transmissão ao vivo pela internet.

SÍMBOLO

A construção da Casa da Frontaria Azuleja é de 1865.  Sobrado de dois andares, em estilo neoclássico, também foi escritório, hotel, armazém de cargas e depósito de adubos químicos. É tombado pelos órgãos de defesa da União, Estado e Município e conta uma importante fase da história da Cidade, o ciclo do café.

Segundo o diretor-técnico da Fams, Sérgio Willians, após a inauguração do Espaço Cultural Frontaria Azulejada, em 2007, o local tornou-se uma importante referência para a realização de eventos. Desde outubro de 2012, abriga a sala Serafim Gonzalez, onde são realizadas pequenas exposições, palestras e cursos.

O imóvel já abrigou edições do Encontro de Criadores, que envolve profissionais das áreas de moda, gastronomia, decoração, música, cinema, produção cultural e artesanato, e foi escolhido para atividades de importantes festivais na Cidade como o Santos Café e o Santos Geek. “Eventos que ajudaram a mostrar que é um imóvel estratégico por sua ambiência, cenografia, localização e importância histórica”, diz Guimarães.

REFORMA

Os trabalhos de recuperação do telhado e da fachada (com recomposição dos azulejos) do imóvel já foram finalizados. Neste momento, estão sendo feitos os últimos retoques de pintura.

As obras são executadas pela Subprefeitura da Região Central e por uma empresa vencedora de concorrência por ata de registro de preços, no valor de R$ 200 mil provenientes da Fams.

 

Foto: Susan Hortas
 
 

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