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Cuidado com flora e fauna nunca para no Orquidário de Santos

10 de junho de 2020
14h 37

Pelas alamedas do Orquidário de Santos, no José Menino, em circulação somente o pavão e as cotias. Fechado ao público em razão da pandemia da covid-19, o parque, que é a casa de cerca de 1.194 espécies de porte arbóreo (maiores que 2m) e outras menores, além de 490 animais, mantém a rotina de cuidados especiais com todo tipo de vida ali existente.

Enquanto ainda não é possível a interação humana nesse refúgio natural em meio à paisagem urbana, as equipes de botânica atuam nos 18 mil metros quadrados de área útil, fazendo manutenção na vegetação, além de irrigá-la quando necessário, principalmente quando a temperatura está seca. Enquanto isso, equipe de zoologia cuida do bem-estar dos bichos, executando limpeza nos recintos e melhorando os ambientes.

“Fazemos o enriquecimento ambiental, que é uma terapia ocupacional para os animais com a montagem do recinto de forma diferente para melhorar o bem-estar deles”, explica a chefe do Núcleo de Educação Ambiental do Orquidário, Cibele Coelho Augusto, ressaltando que as equipes, no momento, trabalham na remodelação dos recintos do sagui e do ouriço.

Outra equipe prepara cerca de 120 bandejas de alimentos todos os dias. São, em média, 50kg diários para suprir a necessidade dos animais, entre carnívoros (como gato do mato, jiboia e jacaré), onívoros (cachorro selvagem e macacos), cuja alimentação varia entre legumes, verduras, carne e ração específica, e herbívoros (cotias e veados), que variam a alimentação entre vegetais e legumes com ração. Alguns deles, caso das cotias e dos veados, comem três vezes ao dia. “Para todos, há uma variedade de alimentos no próprio dia e também durante a semana”, acrescenta Cibele.

O hospital veterinário do Setor de Zoologia, referência regional no tratamento e na reabilitação de bichos silvestres desde a década de 1990, também mantém o atendimento. No momento, há quatro bichos sendo tratados: uma cotia, uma arara, um cágado e um ouriço cacheiro. “Preparação da alimentação, trato com os animais, atendimento médico veterinário e supervisão dos biólogos por todo o parque ocorrem normalmente, com ou sem pandemia. Todos os cuidados, que são essenciais, estão garantidos”, ressalta o coordenador do Orquidário, Rodrigo Derbedrossian.

ESTUFA DE ORQUÍDEAS

Na estufa de orquídeas, área não aberta à visitação, dia sim, dia não é feita a irrigação da coleção formada por cerca de 2 mil vasos com espécies da planta, trabalho que leva quase duas horas para ser concluído, conta o chefe da unidade de Botânica, Fábio Ferreira Santos. “Aqui, o principal trabalho é a rega, mas, de tempos em tempos, também tiramos as plantas dos vasos para trocar o substrato que, com o tempo, fica muito ácido. Essa troca possibilita que a planta fique mais firme. As folhas durinhas significam que ela está saudável”, diz.

Dois jardineiros do parque são exclusivos para o trabalho junto a essas belezas. “Sempre que a orquídea floresce, a levamos para o mostruário em frente ao lago. Ao terminar a floração, ela volta para o mesmo ganchinho aqui na estufa”.

Educação Ambiental continua com atividades on-line

O Núcleo de Educação Ambiental do Orquidário também segue na ativa com atividades on-line nas redes sociais Facebook e Instagram. Nesta quinta-feira (11), será iniciada série de posts ‘tbt’ sobre o parque. Ainda neste mês, será exibido vídeo sobre como fazer um vaso para violeta contra a dengue.

Haverá, ainda, varal poético ligado ao meio ambiente e um Quiz (jogo de questionários). Às sextas-feiras, serão divulgadas três dicas de documentários ligados à causa ambiental. E, entre os dias 21 e 27, será postado desafio ao público.

Fotos: Isabela Carrari

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