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Crianças simulam ciclo de vida das tartarugas e aprendem preservação ambiental - veja galeria de imagens

Publicado: 16 de janeiro de 2018
15h 53

ANDRESSA LUZIRÃO

Faixa de areia da Ponta da Praia. Em volta de uma tartaruga taxidermizada, 20 crianças de 5 a 7 anos cavam um buraco e depositam ovos para simular o nascimento de filhotes.

Ao observarem o ciclo de vida desse animal, aprendem brincando sobre a importância da preservação da vida marinha e de não descartar lixo no mar e na praia. Foi o propósito do curso de ‘Tartarugas Marinhas’ do Aquário Municipal, realizado nesta terça-feira (16) em parceria com o Projeto SOS Tartarugas Marinhas, do Instituto de Biologia Marinha e Meio Ambiente (IBIMM).

No Aquário, o grupo conheceu as espécies de tartarugas a partir de jogos educativos e, depois, na praia, aprenderam como acontece a desova. “As tartarugas são animais que sofrem bastante, pois confundem resíduos sólidos com alimentos; 70% delas morrem por ingestão desses materiais. Muitas vêm das regiões norte e nordeste para se alimentar na costa sudeste. Só que aqui encontram poluição química e ambiental. Queremos despertar os interesses das crianças pela preservação ambiental”, disse o biólogo e pesquisador Edris Queiroz, do IBIMM.

A garotada também se surpreendeu com o lixo retirado do estômago das tartarugas, entre eles plástico, bexiga, isopor, carvão de churrasco, preservativo e até prendedor de cabelo de borracha. “O intuito é que conheçam a vida das tartarugas e preservem as espécies não descartando lixo na praia. Elas vão aprender a preservar, a cuidar e a multiplicar o conhecimento”, acrescentou a chefe da Unidade de Educação Ambiental, Edna Santos de Gois.

CURIOSIDADES

Entre as curiosidades, o grupo aprendeu que tartarugas cavam até 50 cm para colocar seus ovos e que a temperatura da areia e a profundidade do ninho que cavam são o que definem o sexo dos filhotes – quanto mais alta é a temperatura, maior será o nascimento de fêmeas. “Gostei de ver os ovos que vão nascer. Os filhotes devem ser muito fofos”, disse Mariah Bomfim, 7 anos, uma das participantes. Quem também adorou a atividade foi Luís Felipe Kalil, 10. “Gostei de cavar e colocar os ovinhos no buraco. Na verdade, gostei de tudo”.

Fotos: Isabela Carrari

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