Conteúdo

Coordenadora de ações em mudança do clima conhece o projeto piloto da Ponta da Praia

27 de março de 2018
18h 18
Especialista do Ministério do Meio Ambiente visita obras na Ponta da Praia. Na imagem há cinco pessoas olhando para o mar e um homem, de costas para a mureta da praia fala com o grupo. #pracegover

Em visita a Santos nesta terça-feira (27), a coordenadora geral de Ações em Mudança do Clima, do Ministério do Meio Ambiente, Celina Xavier de Mendonça conheceu o projeto piloto da Ponta da Praia.

A obra, que está em andamento, consiste na construção de uma barreira com bags preenchidos com areia da própria praia para minimizar os efeitos das ressacas e diminuir o processo erosivo, e é realizada com base em nota técnica da Unicamp. 

Celina explicou que as áreas costeiras estão entre as mais vulneráveis às mudanças do clima. “Chamou atenção por ser uma tecnologia diferente e nova e que a gente gostaria de ver como funciona. Esta é uma solução inovadora que encontraram, então é interessante conhecer”.

Santos foi a primeira cidade a apresentar o Plano de Mudanças  Climáticas e já está colocando em prática ações previstas no documento. O combate à erosão costeira é uma delas. 

Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Marcos Libório, os projetos da Cidade podem ser replicados em outros municípios. “Nós temos alguns eixos que são prioritários, como a questão costeira”.

PALESTRA

No período da tarde, Celina deu palestra com o tema Água e Mudanças Climáticas, no auditório da Secretaria da Educação (Centro). Compareceram vereadores, servidores públicos, membros de universidades e até representantes de Guarujá e Itanhaém.

A palestrante falou sobre os efeitos crescentes do aquecimento global. “Evidências científicas mostram cada vez mais que o clima está mudando e isso tem ocorrido pela ação do homem, desde a Revolução Industrial”.  

Celina abordou, ainda, o problema do desperdício da água e sua contaminação com agrotóxicos e consequências das mudanças do clima, como aumento do nível do mar, enchentes cada vez mais intensas nas cidades, deslizamentos etc. “Nossa realidade não vai mudar se não tomarmos atitudes”, adiantou a especialista, ressaltando a importância de evitar o desperdício da água, gestão dos resíduos sólidos e proteção dos mananciais.  

 

Foto: Isabela Carrari