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Controlar mosquito ajuda a evitar três doenças - confira infográfico

22 de novembro de 2017
13h 07

A eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e da zika deve ocorrer durante todo o ano.

Porém, os períodos de temperatura mais elevada, como o verão, favorecem a eclosão dos ovos do animal, ampliando a sua proliferação. Com mais mosquitos no ambiente, maior a chance de contaminação por essas doenças.

Por isso, a Prefeitura realiza, desde 1997, um trabalho ininterrupto de controle de criadouros e conscientização da população.

Em 2017, foram confirmados 28 casos de dengue, contra 1.234 em 2016 e 3.614 em 2015. “O controle eficaz do mosquito, a participação das pessoas e a imunidade da população com o vírus circulante (dengue tipo 1) contribuíram para esse resultado”, afirma Ana Paula Valeiras, chefe do Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde.

O ciclo de vida do mosquito (infográfico abaixo) compreende quatro fases - ovo, larva, pupa e adulto – e se completa em apenas 10 dias. O ovo mede cerca de 0,4 milímetro e se confunde com uma simples poeira. Uma fêmea pode dar origem a 1.500 mosquitos em toda a sua vida, mas não faz a desova em um só lugar. Ao distribuir os ovos em diversos criadouros, ela garante a dispersão e a preservação da espécie. Geralmente, o Aedes aegypti vive 30 dias.

Denúncia

A população pode denunciar potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti por meio da Ouvidoria da Saúde, no telefone 0800 770 0732. A Administração possui amparo legal para punir quem não contribui para evitar a proliferação do mosquito. Por meio da lei 681/2010, a Prefeitura pode notificar proprietários de imóveis onde foram localizados criadouros ou potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti a realizarem, dentro de determinado prazo, as medidas que se mostrarem cabíveis para a eliminação de qualquer situação que represente risco à saúde pública.

No caso do não cumprimento, o proprietário é multado. O valor da pena varia de R$ 500,00 a R$ 5 mil, dependendo do tipo do imóvel. Em caso de reincidência, a multa dobra. Se houver uma terceira vez, triplica em relação ao valor da multa original. Outra medida é o ingresso forçado aos imóveis particulares onde a permissão não for possível, seja por recusa ou ausência do responsável. Isso sempre ocorrerá após intimação, informando a data da visita.

Prefeitura segue atenta ao zika e à chikungunya

Por outro lado, a chegada da febre chikungunya à Cidade em 2015 e do zika vírus, em 2016, fez com que novas estratégias de enfrentamento fossem traçadas. É importante a agilidade na suspeita clínica, diagnóstico preciso e rápido, além da realização do tratamento adequado. “Elaboramos material técnico sobre o manejo clínico dessas doenças, realizamos treinamentos com profissionais de saúde das redes pública e particular, monitoramento dos pacientes internados, entre outras ações que visam melhorar a assistência ao paciente na nossa Cidade”, enumera Ana Paula.

Neste ano, Santos contabilizou 11 casos de febre chikungunya, contra 31 em 2016 e 8 em 2015. Com relação ao zika, foram 7 casos em 2016 e 1 em 2017.

Arte: Rodrigo Vieira

Foto: Marcelo Martins/Arquivo

 

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