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Conselho Tutelar orienta pais em escola municipal de Santos

12 de fevereiro de 2020
17h 35

Em início de ano letivo, é comum que pais de alunos tenham dúvidas e precisem de orientações e esclarecimentos sobre temas ligados à primeira infância. Principalmente quando as preocupações se referem ao bem-estar e à segurança dos filhos. Para ajudar os responsáveis pelos pequenos em fase de adaptação escolar, a direção da escola municipal Lydia Federici realizou, nesta quarta-feira (12), um bate-papo entre pais e a conselheira tutelar Bianca Coimbra, do Conselho Tutelar da Zona Leste.

A escola, que fica no Boqueirão, atende 151 crianças no berçário e maternal. De acordo com a orientadora educacional Marilisa Cristina Figueiras, a atividade fez parte da programação criada para o período de adaptação necessária tanto para as crianças como para seus responsáveis, que podem ser pai, mãe, avós ou até mesmo um vizinho.

“Eles conversaram hoje sobre o papel do Conselho Tutelar, que deve estar associado à orientação, e não à punição, esclarecendo que o pai tanto pode precisar de ajuda em relação ao filho como também pode não estar cumprindo seus deveres”. Entre os temas abordados no encontro, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Bianca explicou que é fundamental a escola estar próxima dos pais em relação à proteção das crianças e adolescentes e que algumas situações podem chamar a atenção na unidade de ensino.

“Uma criança machucada, com comportamento diferente do normal, pode despertar a atenção da escola, que encaminha para o Conselho Tutelar, assim como casos de negligência, em que a criança chega sempre atrasada, ou quando os pais não vão buscar, não participam das reuniões, não olham a mochila, não mantêm a vacinação do filho em dia, não são presentes”.

Ainda conforme Bianca, grande parte dos casos de ameaça à segurança e direitos das crianças que chegam ao Conselho Tutelar é proveniente das escolas.

Marilisa afirmou que é importante que os pais participem de atividades durante o período de adaptação dos filhos (que é uma determinação da Secretaria de Educação). “A criança chora, precisa de aconchego, amparo, principalmente neste período. Os pais ou responsáveis participam de conversas sobre a relação família-escola, a importância da alimentação saudável e do calendário vacinal, por exemplo”.

 

GRATIFICANTE

 

Pai de uma menina de 2 anos 7 meses, Gutemberg Teixeira Santos, 52 anos, aprovou o encontro. “É importante porque tem muita informação que a gente não conhece e a escola faz essa aproximação. A adaptação é tanto minha como da minha filha, mas eu sei que aqui ela está em segurança, como se estivesse em casa”.

 

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