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Conselho de autoridade portuária discute a questão da gripe suína

6 de maio de 2009
0h 00

O gerente-geral de portos e aeroportos, Paulo Coury, disse nesta terça (5), durante reunião extraordinária do CAP (Conselho de Autoridade Portuária), que o Brasil está preparado para enfrentar a ameaça da nova gripe A (H1N1). "A nossa capacidade de resposta e de organização a nível nacional tem sido extremamente adequada, com o acompanhamento das vigilâncias municipais, monitoramento dos casos e descarte, após avaliação", detalhou. O encontro, realizado na Associação Comercial de Santos, reuniu autoridades portuárias; representantes da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), da Secretaria de Estado da Saúde; o prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa; a prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito; além dos secretários de Saúde de Santos, Guarujá e Praia Grande. Na ocasião, Coury apresentou detalhes do Regulamento Sanitário Internacional, que prevê uma série de ações para enfrentar de maneira rápida e efetiva ameaças à saúde pública mundial. A cooperação das várias esferas que atuam no Porto de Santos foi apontada como fundamental por diferentes autoridades. "A nossa região está mobilizada, articulada e temos hoje um trabalho integrado entre as secretarias de saúde da região e o Estado. A Anvisa encontra em Santos um ambiente de colaboração", destacou o prefeito Papa. "Como o Porto de Santos é de grande complexidade, envolve vários atores, é necessário a integração de todos, num plano de contingência claro, objetivo, com as devidas responsabilidades e competências definidas", ressaltou o presidente da Codesp, José Roberto Serra. Ficou definido que a Secretaria Especial de Portos divulgará nos próximos dias resolução sobre a indicação do uso dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), como máscaras e outros aparatos, por parte de fiscais e trabalhadores, quando houver a notificação de algum caso suspeito em embarcação que for atracar em Santos, ou em qualquer outro porto do país. O presidente da Codesp disse que já foi providenciada a compra de máscaras, caso seja necessário. Também foi reafirmado na reunião que os navios que vierem de áreas afetadas e tiverem algum tripulante com sintoma da gripe A, aguardarão a inspeção de fiscais da Anvisa na barra. Já os que não tiverem suspeitos serão inspecionados após a atracação e só então receberão o documento de Livre Prática. INFLUENZA A (H1N1) Até o final da tarde desta terça a gripe A (H1N1) foi identificada em 21 países, com a confirmação de 1.348 casos, feita após análise laboratorial. É considerado suspeito quem apresentar febre alta (acima de 38ºC) e tosse, associado ou não a outros sintomas respiratórios, até dez dias após sair de países com casos confirmados da doença ou quem tiver tido contato próximo, neste período, com pessoa classificada como caso suspeito. Santos registrou um caso suspeito da gripe A: um filipino de 53 anos, tripulante de um navio que aportou aqui no último dia 30, e que desde o dia 1º estava internado em um hospital privado. Na segunda-feira à tarde (4) foi transferido para o isolamento do Hospital Estadual Guilherme Álvaro, definido como referência. O estado clínico dele é estável e vem sendo monitorado pela Seviep (Seção de Vigilância Epidemiológica do município). As amostras para a realização dos exames preconizados foram enviadas ao Instituto Adolfo Lutz, na Capital. Outros três casos são monitorados pela SMS e também aguardam resultados de exames. "O importante é ressaltar que não há comprovação da circulação do vírus no país. Nenhum caso foi confirmado. Estabelecemos um fluxo de atendimento, já na semana passada, respeitando o protocolo do Ministério da Saúde, com o treinamento de toda a rede hospitalar, privada e pública, e estamos fazendo o monitoramento dos casos de surgem com muita tranquilidade", analisou o secretário de Saúde de Santos, Odílio Rodrigues Filho.

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