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Com tantos processos e concursos públicos na cabeça, Agostinho se tranquiliza com a música

25 de outubro de 2019
12h 10

É ao som de Enia, Schicco Salles e Corciolli que o servidor público Ironides Agostinho da Silva Júnior, 50 anos, trabalha em meio a inúmeros processos relacionados a finanças da Secretaria de Gestão (Seges) e concursos públicos da Prefeitura de Santos. Há 25 anos no serviço público municipal, ele galgou sua trajetória profissional nesta Pasta, por onde já foi chefe de turma e de seção, coordenador, chefe de departamento e secretário-adjunto.

“Trabalho escutando músicas relaxantes. Não tem um dia sem funcionar uma musiquinha aqui. É para dar mais calma e tranquilidade”, diz ele, que entrou na Prefeitura como oficial de administração, em 1994. “Sempre trabalhei na parte de gestão de pessoas, tanto na formação como também em medicina do trabalho, sempre na Seges. Nunca sai dessa secretaria, então sou um ponto de referência. Estou aqui à disposição para isso”.

Formado em Administração de Empresas e pós-graduado em Gestão Pública, atualmente ele atua no gabinete da Seges. Além de cuidar da parte financeira e da realização de concursos públicos, atua em processos relacionados às necessidades das secretarias, ao Ministério Público e ao Ministério da Justiça. “É um trabalho interessante, eu gosto”.

Ao chegar pela manhã em sua sala no 4º andar do Paço Municipal, a primeira coisa que Agostinho faz, desde que entrou na Prefeitura, é ler o Diário Oficial. “Não começo a fazer nada sem antes ler o DO. Abro a caixa de e-mails e aí começo a trabalhar nos processos de reposição de pessoal, de concursos, da parte financeira. Tudo o que aparece no dia, a gente vai fazendo. Também socorro os amigos nas dúvidas, pelo meu tempo de experiência”.

PRESIDENTE 

Organização é a palavra que define sua mesa repleta de papéis e pastas. Por dia, Agostinho trabalha em média com 20 processos referentes às finanças da Seges, além dos relacionados a concursos. Desde 1997, quando o colocaram como presidente da comissão de concursos públicos, passou a ser conhecido como ‘presidente dos concursos’. “Faço isso há muito tempo, então virei referência. Os processos seletivos acabam e as pessoas continuam me chamando de presidente dos concursos”.

Nesses processos, ele conta que trabalha com todas as secretarias ao mesmo tempo. “A demanda chega e temos que dar opinião, ver a possibilidade de criação de cargos, se é preciso ampliar vagas ou extinguir algum cargo. Na época de contratação emergencial era eu quem cuidava também. Essa parte de ingresso e admissão de pessoas sempre passou por mim”.

TUDO EM DIA

Quando entrou na Prefeitura em 94, trabalhou na Seção de Benefícios da Seges, lugar onde diz ter aprendido muito ao mexer com processos complexos. No bom sentido, conta ter ‘atormentado’ a chefia, na época, para colocar o trabalho em dia. “Tinha muito processo atrasado acumulado e eu perguntei à minha chefe, uma excelente pessoa, o que faríamos para dar conta. Com a ajuda dela, conseguimos pôr todos os processos em dia e levá-los para frente. Estavam atrasados porque eram difíceis e iam se acumulando. Aprendi muito”.

VOLTA NO QUARTEIRÃO

Em 2002, a Prefeitura realizou concurso público com isenção da taxa de inscrição, feitas no Teatro Municipal (Vila Mathias). Segundo ele, a fila de pessoas solicitando o benefício dava volta no quarteirão do teatro. “Eu tinha que coordenar a equipe que estava lá e atender todo esse público. Chegava ônibus de excursão de todos os lugares para trazer pessoas para a isenção. Teve um dia que saímos de lá às 0h40 de tanta gente”, lembra ele, contando que a Administração Municipal precisou modificar o processo depois desse episódio. “Tivemos que remodelar para que a isenção fosse mais justa, para quem realmente precisava”.

Comprometido e responsável são os predicados que o secretário de Gestão, Carlos Teixeira Filho, destaca do funcionário. “Foi uma surpresa agradável tê-lo como meu secretário-adjunto. Ele é competente e comprometido com o poder público. Nos dá tranquilidade na direção da Seges”. Ao som de Enia no fundo, Agostinho diz que ser servidor público é “fazer aquilo que queremos que seja feito para a gente enquanto cidadão. Trabalhamos aqui para a comunidade de Santos, para a Cidade toda”.

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