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Cerca de 50% dos leitos hospitalares de santos atendem pacientes de fora

30 de julho de 2001
0h 00

Santos é o quarto município do Estado na lista dos que ultrapassam, rotineiramente, o teto fixado pelo SUS para os leitos destinados a pacientes de média e alta complexidade. No entanto, cerca de 50% desses leitos destinados a Santos, via convênio-SUS, acabam sendo ocupados por pacientes de fora, encaminhados, a maior parte, pelos Município de São Vicente, Cubatão e Praia Grande, os quais vêm atravessando crises periódicas para manutenção de seus hospitais. Isso sem contar outras Cidades da região e do Vale do Ribeira, que frequentemente enviam pacientes graves para Santos, em razão do município apresentar melhor qualidade em seus serviços. Neste ano, Santos não tem recursos, em seu orçamento, para adquirir mais leitos, o que poderá ser revisto, no próximo ano. Cabe a cada Secretaria de Saúde analisar sua capacidade no orçamento e, com um bom gerenciamento, adquirir serviços de acordo com o que precisa. Segundo as mudanças que serão introduzidas no sistema, por meio das Normas Operacionais de Assistência à Saúde (Noas) e Programa de Pactuação Integrada (PPI), haverá futuramente, ressarcimento ao Município pelos leitos ocupados por pacientes de outras cidades. Mas por enquanto Santos banca l00% dessa ocupação. Um exemplo da invasão existente: O Hospital e Maternidade Silvério Fontes já registra 13% de partos /mês de gestantes procedentes de São Vicente e acaba acolhendo 32% de bebês considerados de risco, já que nem sempre nos municípios vizinhos a qualidade do pré-natal é a mesma oferecida em Santos. Sem contar outros fatores que geram risco, de ordem psicossocial, baixa renda, pai de família desempregado, mães adolescentes, falta de estrutura familiar e assim por diante. A maternidade registra média de 230 partos mês, e mesmo não tendo sido projetada para atender casos complicados, essa tem sido a sua rotina. O número de leitos que o Município dispõe, no momento, mediante convênio SUS, são 428 na Santa Casa, 34 na Beneficência Portuguesa e os hospitais municipais: 53, na Maternidade Silvério Fontes e 56 no Arthur Domingues Pinto. No Hospital Guilherme Álvaro os leitos são gerenciados pelo Estado. Já no Pronto- Socorro Central, há 22 leitos; 8 no Pronto-Socorro do Macuco e 8 no PS da Zona Noroeste, mediante convênio-SUS. Ontem, cerca de 20 pacientes no Pronto-Socorro Central aguardavam abertura de leitos em hospitais, conforme solicitações encaminhadas à Central de Vagas da DIR, Santa Casa e Beneficência.