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Carnabanda de Santos terá acesso controlado. Novo formato será anunciado sexta-feira

29 de janeiro de 2020
13h 26

O Carnabanda 2020 está suspenso até sexta-feira (31). A decisão foi tomada, de forma preventiva, pelo Comitê de Segurança e Fiscalização das Bandas Carnavalescas de Bairros, da Prefeitura de Santos, em conjunto com a Polícia Militar (PM), após o registro de furtos, roubos e episódios de arremesso de objetos em autoridades policiais durante a passagem de algumas bandas, a exemplo da Carnatolê, na noite de terça-feira (28).

 

O Carnabanda passará a ser realizado em ambiente controlado – com revista, controle de acesso e quantidade limitada de foliões – para garantir mais segurança. Também está previsto aumento no efetivo policial. Um novo calendário do evento e mais detalhes sobre o novo formato serão divulgados na sexta-feira (31), após reunião entre o comitê, a PM e os organizadores das 60 bandas (inclusive as que já desfilaram).

 

Dessa forma, o desfile de qualquer banda está momentaneamente proibido na Cidade, até que o novo calendário comece a valer. Em caso de descumprimento, estão previstas apreensões de equipamentos, de carros de som, e encaminhamento das ocorrências para a adoção das sanções previstas em lei.

 

“Todo o nosso esforço é para manter um evento voltado para a família, assim como são o réveillon e o aniversário da Cidade. A Prefeitura acatará as determinações da Polícia em relação à segurança”, destaca o secretário municipal de Cultura, Rafael Leal.

 

De acordo com o secretário municipal de Segurança, Sérgio Del Bel, não havia registros de confusão durante a passagem das bandas até o ano passado. Os problemas costumavam ocorrer na dispersão, principalmente envolvendo pessoas que se recusavam a deixar o local no momento da liberação das ruas.

 

“Sempre levamos em consideração o movimento de anos anteriores, por meio dos relatórios de cada banda, com a quantidade de público do ano anterior e os tipos de ocorrência registrados. Fizemos um planejamento diferente para cada uma. Neste ano, notamos uma mudança de perfil: a banda transcorre normalmente e pessoas se infiltram durante a passagem, gerando confusão. Por isso, passaremos a adotar um novo formato, mais rigoroso”, explica Del Bel.

 

A organização do desfile é prerrogativa de cada banda, cabendo à Prefeitura a autorização para o uso das vias públicas solicitadas e o apoio em relação ao fornecimento de banheiros químicos e caminhão de som, a fiscalização dos ambulantes, o bloqueio ao trânsito, o apoio da Guarda Municipal e a limpeza das ruas após o evento.

 

PRÉ-EVENTO

Uma série de medidas prévias são tomadas para garantir a segurança dos participantes das bandas. Todos os organizadores são obrigados a apresentar um corpo de seguranças contratados por meio de empresas especializadas.

 

A contratação do serviço de segurança deve ser comprovada junto ao Departamento de Eventos da Secretaria Municipal de Cultura, acompanhada do certificado de segurança expedido pela Polícia Federal à empresa contratada. Esta é uma das condições para a autorização do desfile.

 

Os eventos são acompanhados por policiais militares em serviço e da atividade delegada, que atuam durante suas folgas, além da Guarda Civil Municipal.

 

O comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar do Interior (6º BPMI), major César Augusto Sampaio Terra, esclarece que desde às 15h da última terça-feira (28), já havia uma força-tarefa (composta por policiais militares, guardas civis municipais e agentes de trânsito) nas imediações do local de onde partiu a Banda Carnatolê, na Rua Tolentino Filgueiras (Gonzaga).

 

Mais tarde, para acompanhar a banda, um novo efetivo, com 4 viaturas policiais, apoio da Força Tática e do policiamento com motos (Rocam) foi enviado. “No início do evento já foi detectada a ação de infratores em um arrastão e as providências foram tomadas para desobstruir a via e encerrar o desfile”, afirmou Terra.

 

Na ocorrência desta terça (28), sete pessoas foram detidas: dois casais que participaram dos furtos, dois jovens que estão sendo investigados e um  adolescente que estava com um celular furtado de uma das vítimas, que reconheceu e recuperou o aparelho, mas preferiu não registrar o boletim de ocorrência.

 

O Comitê de Segurança e Fiscalização das Bandas Carnavalescas de Bairros já iniciou a análise das situações ocorridas nas bandas para avaliar possíveis sanções aos organizadores, com base no Regulamento do Carnabanda, publicado no Diário Oficial de Santos em 16 de janeiro