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Bonde Japonês será mais um atrativo do Centro Histórico de Santos

1 de agosto de 2019
15h 53
técnico atua em janela de vidro #pracegover

Ele até já se movimenta. Por enquanto, apenas sobre os trilhos da garagem do Valongo. Mas, nos próximos meses, poderá ser visto circulando e transportando passageiros. É o Bonde Japonês, um carro da década de 50, doado à Prefeitura de Santos pelo governo de Nagasaki que, após completo restauro, vai ampliar a frota de elétricos e tornar ainda mais atraente a Linha Turística do Centro Histórico.

Grande parte do trabalho de restauração, que tem à frente a equipe especializada da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Santos), está concluída. Toda a mecânica e elétrica do veículo foram revistas e receberam as adaptações necessárias.

No momento, é preparado para pintura. Assim como a aplicação da tinta, os serviços que antecedem também são minuciosos e realizados manualmente. Diariamente, três profissionais estão exclusivamente voltados a essa tarefa.

ORGULHO

Entre os serviços em andamento, um dos profissionais usa um martelinho para, cuidadosamente, localizar pontos de corrosão encobertos na lataria sob o antigo revestimento. De acordo com a dimensão dos danos da ferrugem, há aplicação de massa ou mesmo reparo utilizando chapas galvanizadas.

"Essa etapa preparatória inclui lixar o veículo. “É um trabalho delicado. Precisa ser feito com cuidado e atenção para não deixar escapar nada e, depois, para que a pintura possa ser feita de forma perfeita”, diz Maria Aparecida, que em dez anos de CET já trabalhou no restauro de outros bondes. Luzinélia, ou simplesmente Nélia, como é chamada pelos colegas, também. A diferença é que desta vez está atuando com o pessoal da pintura. "Estou ajudando e aprendendo algo novo", conta, já admitindo o orgulho de todos com o resultado final. “A gente sempre se emociona quando o bonde fica pronto, todo restaurado, e começa a circular”.

Há outras mulheres no grupo, que reúne profissionais de marcenaria, carpintaria, elétrica e mecânica. São eles os responsáveis por praticamente todo o trabalho envolvendo a restauração e, depois, a manutenção permanente dos bondes da linha turística - há sete em operação.

No caso do elétrico japonês, apenas o serviço de redução da bitola para adaptação à rede de trilhos da Cidade foi executado por empresa contratada via licitação. "É sempre um trabalho complexo fazer o restauro. Com o andamento, vamos encontrando surpresas, desafios para os quais temos que buscar soluções", ressalta o engenheiro Marcos Rogério Nascimento, gerente de manutenção e serviços da CET.

INVISÍVEL

Toda restauração requer pesquisa histórica. A regra vale também quando se trata do acervo de bondes de Santos. Em relação ao veículo vindo do Japão, muitos dados, desde data e local de fabricação, material utilizado na produção das peças etc., foram levantados para subsidiar os trabalhos, de forma a preservar as características originais do elétrico. Assim será também com a etapa que, junto com a pintura, pode ser considerada a final de todo o processo. "Digo que é a fase invisível"”, diz Marcos Rogério. "Trata-se da reprodução dos adesivos que serão estampados nas partes interna e externa do veículo. “Quando bonde chegou, fotografamos tudo e agora vamos reconstituir esses painéis em todos os seus detalhes e com uma dificuldade a mais que é a questão da língua”.

O encarregado de mais essa missão será Ademilson Alvaro, também da equipe, que desenvolverá o trabalho com recursos de computação.

Fotos: Francisco Arrais

 

Galeria de Imagens

bonde na porta da garagem #pracegover
técnico atua na restauração do teto #pracegover
técnico limpa vidro da frente #pracegover
técnica lixa parede #pracegover
visão inferior do bonde com placa em japonês #pracegover
interior do bonde com material para pessoas se segurarem #pracegover
bonde ao lado da garagem com técnico caminhando ao lado #pracegover

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