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Autoridades discutem proposta estadual para ligação seca entre Santos e Guarujá

23 de setembro de 2019
16h 17

A ligação seca entre Santos e Guarujá foi tema de um debate promovido nesta segunda-feira (23) pela Associação Comercial de Santos (ACS), com a participação de autoridades municipais, estaduais e portuárias, além de empresários da região.

A alternativa proposta pelo Governo do Estado, de uma ponte que interligaria as rodovias Anchieta (no Saboó) e Cônego Domênico Rangoni (na Área Continental de Santos), atravessando o canal do porto, foi tema central da discussão. Pelo projeto, a estrutura teria 7,5 quilômetros extensão, com vão de 85 metros de altura.

O secretário estadual de Logística e Transportes, João Octaviano Machado Neto, falou sobre o financiamento da obra. “É um mecanismo no qual esse investimento fica a cargo da concessionária (Ecovias), que tem o tempo de contrato ampliado”, explicou, garantindo que a medida “não inviabiliza outras soluções” como a construção de um túnel entre os dois municípios.

Em relação ao projeto apresentado pelo Estado, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa defendeu “um discurso racional e pragmático sobre o que é viável”, e informou que uma das etapas para realização do empreendimento se encontra em andamento na Prefeitura. “Estamos concluindo o licenciamento municipal, com as devidas compensações à Cidade”.

Ele ainda atentou para a possibilidade de movimentação da economia em caso de execução da obra. “Serão 4 mil empregos e R$ 3 bilhões investidos”, ressaltou, apresentando dados que justificam a necessidade de investimento em mobilidade urbana na região. “Santos concentra mais de 50% dos empregos e 80% das vagas em universidades da Baixada Santista”.

Outros participantes

Detalhes técnicos do projeto foram apresentados por Rui Klein, presidente da Ecovias, concessionária do Sistema Anchieta Imigrantes, que ficaria a cargo da construção da ponte. Questões referentes à navegação foram abordadas por representes da Praticagem e da Marinha do Brasil. Já a visão portuária foi exposta pelo presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Casemiro Tércio Carvalho.

Também falaram ao público o presidente da ACS, Roberto Clemente Santini; o presidente da Câmara Municipal de Santos, Rui De Rosis, e o secretário de Desenvolvimento Econômico e Portuário de Guarujá, Alexandre Trombelli.

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