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Atividades de agroecologia encerram comemorações dos 25 anos do Jardim Botânico

29 de setembro de 2019
14h 14
Muda de palmito-juçara. #Pracegover

Com apenas um ano de idade, a menina Luna participou de um momento histórico para o Jardim Botânico Chico Mendes: a plantação da muda de palmito-juçara neste domingo (29), último dia das comemorações aos 25 anos do parque. Posteriormente, no local será colocada uma placa que lembrará a data.

Nativa da Mata Atlântica, a espécie que é o símbolo do Jardim Botânico, está ameaçada de extinção. O trabalho de conscientização da garotinha para questões ambientais vem desde a gestação, quando a família já consumia produtos orgânicos e participava de atividades agloflorestais.

“Queremos que ela faça parte dessa ressignificação das questões ambientais com vistas para o futuro do planeta”, destaca a nutricionista Leila Gusmão, mãe de Luna.

A programação deste domingo incluiu ainda atividades de lazer, como o Forró dos Amigos; práticas de agroecologia, com compostagem em caixa d’água e horta vertical; montagem de geladeira que se transformará em biblioteca, a chamada geloteca; e o corte do bolo de aniversário.

 

HISTÓRIA

Em 25 de setembro de 1994, o então horto municipal se transformava em Jardim Botânico com o compromisso com a biodiversidade, pesquisa e educação ambiental. O engenheiro agrônomo Paulo Marco Gonçalves chegou ao parque exatos 5 dias após a fundação.

“Tínhamos as mudas pequenas e agora temos a formação de um bosque muito bonito, com árvores que já forneceram uma boa quantidade de frutos aos pássaros e sementes que já foram multiplicadas aqui e transformadas em mudas, principalmente palmito-juçara e pau-brasil, duas espécies em extinção”.

O Jardim Botânico reúne coleções de plantas com vários temas:  por biomas, como as nativas da Mata Atlântica e da Amazônia; por famílias, como as mirtáceas (goiabeiras e pitangueiras, por exemplo); e temáticas, como as espécies em extinção.  São 300 árvores diferentes.

 

FEIRA

A Feira de Orgânicos realizada no Jardim Botânico também está de aniversário: são 8 anos oferecendo à população santista alimentos livres de agrotóxicos. A Associação dos Produtores Orgânicos do Alto Tietê (Aproate) está presente desde o início da feira, mesmo que com representantes diferentes.

Há 2 anos, o produtor Mario Watanabe é quem representa a Aproate e traz as hortaliças fresquinhas, produzidas na propriedade da família, para o Jardim Botânico. Ele destaca os benefícios do alimento orgânico.

“É um produto sem agrotóxico e sem adubo químico, com maior teor nutritivo, mais sabor e aroma. Além disso, as hortaliças orgânicas apresentam um tempo de duração maior quando conservadas na geladeira e o tamanho é similar em relação às que não são orgânicas, pois as práticas de manejo foram aprimoradas ao longo dos anos. O cliente já sente diferença na primeira vez que consome”, garante.

Paulo Marco destaca outros aspectos que envolvem o ecomercado e a chamada cadeia de produção limpa. “Ela favorece a produção e a conservação da biodiversidade no campo e a saúde, seja do trabalhador rural, por não manusear os agrotóxicos e não ter uma propriedade com solo nem água contaminados, e também da população na cidade, por consumir alimentos mais seguros”.

Completam ainda os pontos favoráveis da Feira de Orgânicos o apoio à economia solidária, à fixação do homem no campo,  com mais renda ao agricultor, de forma a tornar a sua propriedade sustentável.

Fotos: Susan Hortas

 

Galeria de Imagens

Crianças estão em torno de mesa fazendo pinturas. #Pracegover
Atividade para crianças
Duas mulheres estão frente a frente em barraca de feira. A bancada está cheia de verduras. #Pracegover
Feira de produtos orgânicos
Casais danças forro em área livre de parque. #Pracegover
Casais danças forró
Homens e mulheres ao lado de muda de palmito recém-plantada. Eles estão em meio a uma vegetação. #Pracegover
Plantio do palmito-juçara

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