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Artistas cuidam dos últimos detalhes da decoração do Carnabonde

1 de março de 2019
15h 27

VAGNER DANTAS

 

“Um mar de alegria”, a definição do artista plástico André Leahun, responsável pela decoração do bonde escocês prefixo 32, o grande astro do Carnabonde 2019, resume o que o público vai encontrar neste sábado (2), das 12h às 17h, na Praça Mauá, no Centro Histórico, no maior baile carnavalesco a céu aberto da Cidade, que revive as batalhas de confete e serpentina.

O evento, organizado pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult), homenageia este ano a tradição do Clube Saldanha da Gama, que comandou os desfiles dos blocos Dona Doroteia, Vamos Furar Aquela Onda? e Nereidas Tricolores, um dos ícones do carnaval santista.

Pérolas, anêmonas, algas, conchas, águas-vivas e até um rabo de sereia são alguns dos elementos que fazem parte da decoração do veículo, que trará a Corte Carnavalesca e outros personagens do fundo do mar para a folia. “A nereida é um ser mitológico marinho, por isso, nada mais adequado do que trazer o fundo do mar para a decoração”, explica Leahun.

O artista plástico comentou que os enfeites são a última etapa de um trabalho de pesquisa histórica iniciado no último mês de setembro, que envolveu a escolha do tema, levantamento de dados e a elaboração do visual do bonde.

“Fico pesquisando jornais antigos na Hemeroteca de Santos para encontrar informações sobre as histórias dos blocos, grupos e bandas tradicionais. Afinal, a grande razão de ser do Carnabonde é justamente essa: o resgate da nossa história e a valorização do trabalho desenvolvido por uma série de pessoas ao longo dos anos”. 

Para a confecção das peças e montagem do bonde, Leahun - responsável pelo serviço desde 2006 - contou com o auxílio dos artistas Cleber Kleis, Giseli Bilotte e Camila Boraldi.       

 

Os homenageados de 2019

 

Fundado em julho de 1903, por Alberto Xavier Morais, Albertino Xavier Morais e Antônio Filgueiras Chaves Júnior, o Clube de Regatas Saldanha da Gama nasceu com o objetivo de desenvolver e impulsionar os esportes aquáticos, mas, com o passar do tempo, foi além do universo desportivo, transformando-se em uma referência carnavalesca.

O quadro de diretores e associados do clube fez surgir diversas agremiações que marcaram a história do carnaval santista. São exemplos os blocos Dengosas do Marapé, Favoritas do Sultão e Taba e Osvaldo Cruz, entre outros.

Criado em 1923 por jovens frequentadores do Saldanha, o bloco Dona Doroteia, Vamos Furar Aquela Onda? foi um dos símbolos máximos do carnaval de Santos por exatos 74 anos, até sua paralisação em 1997. Surgido como uma brincadeira entre amigos, evoluiu e tornou-se um evento de magnitude, que até hoje é copiado Brasil afora com suas mais diferentes versões: Dona Doroti e Dona Dorô, entre outras.

Com a evolução do bloco para o grande de desfile pré-carnavalesco Banho da Dona Doroteia surgiu, na sede do Saldanha, o Bloco Nereida Tricolores, que sempre desfilou como hors concour.

 

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