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Artista plástico leva colorido dos jogos ao Museu Pelé

9 de março de 2019
16h 29

A vibração do futebol misturada ao colorido tipicamente nordestino está em exposição no Museu Pelé (Largo Marquês de Monte Alegre, 1, Valongo, Centro Histórico). Na manhã deste sábado (9) foi aberta a mostra A Bola, do artista plástico cearense Alemberg Quindins.

Pela primeira vez, a exposição está no Estado de São Paulo – ela foi apresentada em 2016 em Nova Olinda e depois circulou por diversos estados. Composta por 20 obras em acrílico sobre tela, a mostra, que pode ser apreciada até 25 de abril, ressalta a importância da bola na infância e nos campos de futebol.

O universo visual da mostra tem como ambiente os anos 1970, quando Alemberg acompanhava os jogos pelo rádio, lia os comentários da Revista Placar e assistia ao Canal 100, cinejornal veiculado nos cinemas. “Trouxe para telas também influências nordestinas, como as formas dos fuxicos, macramê e garrafas de areia”, conta o artista.

Durante a abertura da exposição, Quindins comentou sobre a felicidades de ver suas obras expostas na “Casa do Rei do Futebol” e aproveitou para contar uma curiosa história pessoal com o Atleta do Século 20. “A primeira Copa do Mundo que vi foi a de 1970. Pelé era um ídolo de todos nós, e na época ele fez o comercial de uma marca famosa de bicicletas. Depois de ver a propaganda, resolvi enviar uma carta a ele, pedindo uma bicicleta”.

O artista conta que a bicicleta não chegou, mas no lugar dela veio uma carta cheia de fotos e um autógrafo de Pelé. “Nunca imaginei que a minha carta teria resposta. Mesmo sem a bicicleta, fiquei feliz com a lembrança”.

 

Paixão pela bola

Não foram apenas os lances geniais de Pelé que encantam o então menino Quindins. A melhor amiga do Rei do Futebol, a bola, também marcou as memórias do artista. Por conta disso, ele apresenta “a redondinha” em três dimensões, sempre tendo como inspiração o modelo Telstar, da Adidas, que estreou exatamente na Copa do México.

A Telstar foi a primeira bola a usar o formato de um icosaedro truncado, composto por 12 gomos pentagonais pretos e 20 gomos hexagonais brancos, que mais tarde tornaram-se um símbolo do futebol. As bolas usadas nas competições anteriores eram de cor escura e tinham costuras com 12 ou 18 gomos em formatos de listras, parecido com uma bola de vôlei atual.

“O primeiro amor de todo menino é a bola. E especialmente aquela da Copa de 1970 tinha visual único, muito artístico”, comentou o artista, que, apesar de ser fã de Pelé, é um apaixonado torcedor do Vasco da Gama.  “Como eu jogava de goleiro, o Mazarópi era meu grande ídolo de infância”.

 

Santos

“Alemberg retrata a época de ouro do futebol brasileiro, nos anos 1960 e os campos de várzea, que também eram muito tradicionais em Santos. Para nossa Cidade é um prazer sermos brindados com o talento e a beleza das obras dele”, comentou o secretário de Turismo, Odair Gonzalez.

 

Serviço

A Bola pode ser conferida de terça a domingo, das 10h às 18h (bilheteria fecha às 17), no quarto andar do Museu Pelé. O ingresso custa R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Aos domingos, todos os visitantes pagam meia-entrada.

A exposição é uma iniciativa da Fundação Casa Grande – Memorial do Homem Kariri, em parceria com a Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari e com o Sistema Estadual de Museus (Sisem-SP), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa de São Paulo.

 

Fotos: Isabela Carrari

 

Galeria de Imagens

Alemberg Quindins posa ao lado de telas com pinturas de futebol
Homem observa pinturas no initerior do Museu Pelé

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