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Apresentado programa de revitalização do cais do valongo

13 de junho de 2008
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Mais uma etapa para a revitalização do cais histórico do Valongo foi cumprida, nesta sexta (13), com a apresentação pela prefeitura do programa de ocupação dos armazéns 1 a 8 e espaços anexos, que visa transformar a área em um pólo de desenvolvimento, com atividades turísticas, náuticas, culturais e empresariais. Portuários e empresários do setor lotaram o salão nobre do Paço Municipal para conhecer o programa, que decorre do convênio firmado em fevereiro, entre a administração municipal e a Codesp, com interveniência da Secretaria Especial dos Portos. O prefeito João Paulo Tavares Papa citou o exemplo de cidades portuárias, que transformaram áreas desativadas para movimentação de carga em espaços fundamentais no desenvolvimento econômico e social. Desde 1988 que o porto do Valongo convive com o abandono, frisou ainda. O chefe do Departamento de Revitalização e Modernização Portuária da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República, Antonio Maurício Ferreira Netto, elogiou o trabalho e falou do interesse de eventuais investidores na área. Ele é o coordenador do Grupo de Trabalho Participativo encarregado de desenvolver o plano de revitalização. A proposta para o cais do Valongo tem como instrumentos de realização os programas ‘Alegra Centro’, PDZ (Plano de Desenvolvimento e Zoneamento de Áreas Portuárias) e a Lei do Uso e Ocupação do Solo. OCUPAÇÃO O secretário de Assuntos Portuários e Marítimos, Sérgio Aquino, apresentou a proposta de ocupação da área. Uma intervenção no sistema viário foi apontada como prioritária para o sucesso do projeto: uma passagem em nível inferior (o ‘mergulhão’) para o trânsito portuário. Centro gastronômico, atividades artísticas e culturais, artesanais e comerciais afins estão previstos para a região dos armazéns 1 e 2. O armazém 3 deverá receber o Museu Portuário e escritórios, enquanto um posto de informações turísticas funcionará na casa de pedra, entre o 3 e 4. A marina ocupará o espaço de mar entre os armazéns 1 e 4, com base operacional no 4. A região do antigo armazém 5 será destinada à infra-estrutura de transporte aquaviário de passageiros, e para o espaço do armazém 6 é previsto um terminal portuário de cruzeiros marítimos. No 7, ficará o Instituto de Ciências do Mar e cais para navios oceanográficos e barcos da Base Aérea e Petrobras. Manutenção e reparos de embarcações de pequeno e médio porte e apoio operacional para a marina são as propostas para a área do armazém 8, sendo que a casa de pedra local servirá de Base Operacional do Corpo de Bombeiros. Para toda a faixa do cais histórico estão programados espaços para passeios e contemplação, quiosques comerciais e de informações. Após a definição da logomarca do projeto, uma empresa especializada deverá ser contratada para apontar a viabilidade técnica, econômica, social e ambiental de cada atividade proposta.