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Ações de combate à dengue deverão ser regionalizadas

27 de julho de 2001
0h 00

Algumas ações de combate à dengue na Baixada Santista - região metropolitana que lidera o número de casos em todo o Estado - começarão a ser feitas de forma regionalizada, independente de medidas que cada município considerar necessárias em seu trabalho de controle do Aedes aegypti. Essa foi uma das questões discutidas em reunião que ocorreu, quinta-feira última (26/7), na DIR- XIX, com participação, entre outros, de representantes das secretarias de Saúde dos municípios de Santos, Cubatão, Guarujá, São Vicente e Praia Grande, onde a epidemia de dengue apresentou grande avanço neste ano. Um fator a mais de preocupação e que requer ações mais efetivas no controle da doença deve-se ao fato de já haver no Brasil a introdução da dengue tipo III, na cidade do Rio de Janeiro, e suspeitas desse novo tipo de dengue em outros municípios daquele Estado. A epidemia em Santos registra, por enquanto, casos dos tipos I e II (dengue clássico) e não registrou, segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do Estado, casos de dengue hemorrágico. Entretanto, o município é classificado em Extrato l e Prioridade A, uma vez que é infestado pelo Aedes aegypti, tem transmissão do vírus da dengue, com circulação concomitante dos sorotipos l e 2, desde 98, com risco de surgimento, além de manter incidência maior ou igual a 300 casos/100 mil habitantes de 97 a 2001 e duração da transmissão maior que quatro meses em 2000 e 2001. Um aporte de recursos do Ministério da Saúde voltará ser viabilizado para esse trabalho regionalizado, conforme foi assegurado na reunião da DIR-XIX, com participação do diretor-técnico José Ricardo Di Renzo. DEBATE EM CAMPINAS Está previsto, nos próximos dias lº e 2, em Campinas, um encontro promovido pela Superitendência de Controle de Endemias (Sucen), para avaliação e intensificação das ações do controle da dengue no Estado de São Paulo. Esse fórum reunirá representantes dos 67 municípios que apresentam mais incidência da dengue. A região da Baixada, além de campeã em números globais, é também a que registra o maior coeficiente (número de casos em função do número de habitantes). Numa avaliação envolvendo as diferentes Direções Regionais de Saúde do Estado, DIRs ,com dados compilados até 6 de julho, a região da DIR-XIX registrava 964 casos por cem mil habitantes, contra 860 da DIR- XXII (São José do Rio Preto); 676 da DIR -IX (Barretos) e 607 da DIR-XVIII (Ribeirão Preto). Somente em Santos, o Serviço de Vigilância Sanitária já contabilizou 10.265 casos confirmados da doença.

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