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Santos vai iniciar levantamento para medir emissões de gases de efeito estufa  

Publicado: 3 de agosto de 2026 - 12h44
Atualizado: 3 de agosto de 2026 - 13h32

Santos deu o primeiro passo para a elaboração do primeiro inventário da Cidade que vai medir as emissões de gases de efeito estufa (GEE). O estudo vai mostrar quais setores e atividades mais contribuem para as emissões no Município.

O pontapé inicial se configurou com contrato da Prefeitura para que o levantamento seja realizado pelo ICLEI América do Sul, principal rede global de governos locais pela sustentabilidade.

Os gases de efeito estufa são substâncias como dióxido de carbono, metano e óxido nitroso que retêm calor na atmosfera. O excesso desses gases, gerado por atividades humanas, intensifica o aquecimento global e provoca mudanças drásticas no clima da Terra.

O levantamento vai identificar os principais setores e fontes poluidoras na Cidade, como transporte, energia, resíduos, processos industriais e atividades portuárias, e orientar ações para minimizar e até zerar a emissão desses gases. A previsão é de que esteja concluído no primeiro semestre de 2027.

A elaboração do documento é um dos fundamentos que compõem o Plano de Ação Climática de Santos (PACS), aprovado em 2022: eixo número 8, que tem como tema “Inventário de GEE e Plano Municipal de Mitigação – estabelecendo a base para ações de redução de emissões” (veja mais sobre o PACS, abaixo).

Os resultados serão apresentados pela Seção de Mudanças Climáticas e servirão como base para a elaboração do Plano Municipal de Mitigação, para a atualização das metas de médio prazo do PACS para 2030, para o direcionamento de investimentos em tecnologias limpas e sustentáveis e para a participação de Santos em redes globais de cidades climáticas.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Glaucus Farinello, o instrumento tirará do papel uma estratégia para a solidificação de diversas políticas públicas ligadas às mudanças climáticas. "O inventário possibilitará que as metas de longo prazo estabelecidas no PACS se tornem realidade. Com dados precisos sobre nossas emissões, seguiremos direcionando investimentos e políticas públicas de forma estratégica e eficaz", afirma o titular da pasta ambiental.

A elaboração do inventário vai ao encontro de medidas para frear as mudanças climáticasm cujos efeitos têm sido observados em Santos, especialmente os associados à elevação do nível do mar, às ressacas e às chuvas extremas.

COMO SÃO APURADOS OS GASES DE EFEITO ESTUFA

Inventários de emissão de gases de efeito estufa geralmente são feitos sobre cálculos de consumo, e medição de atividades.

Um exemplo pode ser o setor de transporte, com a medição do consumo de combustíveis numa cidade. O uso de eletricidade, o volume de esgoto tratado, a quantidade de detritos encaminhada a aterro também são exemplos de fontes que entram nesse levantamento. Os dados coletados são aplicados em uma metodologia padronizada que irá apresentar a quantidade de gases poluidores emitidos em um determinado período.  

METODOLOGIA

O trabalho utilizará a metodologia GPC (Global Protocol for Community-Scale Greenhouse Gas Emission Inventories), o padrão internacional para contabilização de emissões em escala urbana.

Com esse método, os resultados de Santos poderão ser comparados com os das principais metrópoles globais que integram redes como o C40 Cities e o próprio ICLEI.

A abordagem setorizada e padronizada garante a transparência, a comparabilidade e a credibilidade dos dados, facilitando também o acesso a financiamento climático e a participação em iniciativas globais de sustentabilidade.

O PACS

O Plano de Ação Climática de Santos (PACS) foi elaborado entre 2018 e 2021 como resultado de um processo que contou com a participação de representantes da Prefeitura, universidades locais, sociedade civil e setor privado, com apoio técnico da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ).

O plano estabeleceu uma visão ambiciosa para o município: tornar Santos uma Cidade Inclusiva, Sustentável, Resiliente e Adaptada aos Riscos Climáticos e Carbono Neutra em 2050.

 

Esta iniciativa contempla o item 13 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Ação Contra a Mudança Global do Clima. Conheça os outros artigos dos ODS.