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Projeto-piloto aprimora assistência farmacêutica nas policlínicas santistas

Publicado: 29 de abril de 2026 - 15h35
Atualizado: 30 de abril de 2026 - 10h59

Com um projeto-piloto em nove policlínicas, a assistência farmacêutica em Santos está passando por aprimoramento no cuidado à saúde a partir do melhor esclarecimento sobre os medicamentos prescritos ao paciente- como devem ser tomados, os efeitos esperados, se pode ocorrer alguma interação medicamentosa, o que fazer em caso de contraindicação e o acompanhamento dos resultados.

Centrado na necessidade dos usuários e potencialização do tratamento, o projeto vai se expandir gradativamente para as demais policlínicas. Para isso, farmacêuticos da rede de saúde santista participaram de capacitação em Cuidado Farmacêutico, curso presencial com duração de 13 meses, fruto de um acordo de cooperação técnica entre Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo e a Secretaria de Saúde de Santos. 

EMBARÉ

Pacientes que integram o grupo Hiperdia (foco na hipertensão arterial e diabetes) da Policlínica do Embaré já têm acesso ao serviço.

Segundo a farmacêutica Ana Virgínia Pinheiro Tabarelli, uma das responsáveis pelo grupo, unir o olhar técnico e humanizado garante um tratamento mais eficaz e assertivo. Ela acrescenta que manter o contato e abrir espaço para observar o paciente e sua rotina pode resultar em uma orientação de mais qualidade e um tratamento mais eficiente. “Muitas vezes o paciente sai da consulta com muita dúvida, e às vezes tem vergonha de perguntar algo para o médico. Chega ao dispensário da unidade ou ao grupo e tira a maior parte das dúvidas com o farmacêutico”.

Com o projeto-piloto, o paciente passa a ter atendimento agendado para consulta farmacêutica, o que permite maior coleta de dados e, consequentemente, acompanhamento e orientações mais assertivas. A iniciativa está focada em pacientes ligados ao Hiperdia e com critérios específicos, porém o intuito é expandir gradativamente. 

“Precisamos estar capacitados para escutar essa pessoa: entender a rotina, o impacto que o remédio vai ter na vida dela, e a partir daí,  prover informações para tornar o tratamento mais seguro e eficaz para aquele paciente”. 

REAÇÕES ADVERSAS

É essencial o paciente comunicar sobre as reações adversas que podem surgir após a ingestão dos remédios, já que muitos interrompem o tratamento por conta própria, o que dificulta a boa evolução do quadro clínico.

Ana enfatizou a necessidade de abordar temáticas delicadas para encaixar a rotina ao tratamento e, ao mesmo tempo, manter a postura técnica para intervenções e orientações. No caso pessoas com diabetes e hipertensão, mesmo com poucos minutos de atendimento, a atenção diferenciada é o que torna o acolhimento essencial, incentivando a seguir com os cuidados para além da unidade.

Aposentado, Sérgio Renato destacou a qualidade do serviço da equipe do Grupo Hiperdia, lugar que frequenta há oito anos. “Houve uma evolução positiva no serviço, é visível. Todos estão sempre melhorando no atendimento. Fui sempre bem instruído e tratado com muito carinho”.

 

Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-Estar. Conheça os outros artigos dos ODS