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Prefeitura não registra transmissão vertical de Aids há quatro anos

Publicado: 21 de março de 2013 - 18h00
Atualizado: 4 de setembro de 2020 - 3h45

Há quatro anos Santos não registra nenhum caso de contaminação do vírus HIV de mãe para filho (chamada transmissão vertical), entre as gestantes que fazem pré-natal especializado na rede de saúde da prefeitura. O resultado é fruto de programa de apoio clínico e psicossocial que se inicia no diagnóstico precoce, passa pelo acompanhamento durante a gestação, ocorre no parto e segue após o nascimento dos bebês.

A porta de entrada do serviço de saúde para todas as gestantes é a unidade básica ou de saúde da família, onde já na primeira consulta é solicitado o exame de doenças sexualmente transmissíveis. Quando detectado o HIV, ela é encaminhada para fazer o pré-natal na Senic (Seção Núcleo Integrado de Atendimento à Criança), onde será atendida por equipe multidisciplinar. A atenção é dirigida também ao parceiro, que é estimulado a fazer o exame e o tratamento, se for necessário, e acompanhar o pré-natal.

Diagnóstico precoce é decisivo
Algumas etapas são decisivas para diminuir a chance de transmissão do vírus para o bebê. A gestante deve tomar o antirretroviral (medicamento par tratar e tentar eliminar o vírus); deve ser administrada medicação especifica no momento do parto; o bebê deve tomar xarope de antirretrorival durante os primeiros 42 dias de vida e a mãe não pode amamentar. A medicação e o leite em pó são fornecidos gratuitamente pela prefeitura.

“Todas as mulheres têm o direito de fazer os exames e o serviço público de saúde tem o dever de solicitar. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de reduzir o risco à criança”, explica o ginecologista e obstetra João Carlos Francez, que atende na Senic. Atualmente dez mulheres estão em acompanhamento. O último caso de transmissão vertical registrado entre as gestantes acompanhadas pela unidade foi há quatro anos, e ainda assim com uma usuária de drogas, que não seguiu as recomendações médicas.

Atá dois anos
O primeiro exame para detecção da Aids é feito aos dois meses de vida. Aos dezoito é possível um diagnóstico definitivo. Ainda assim, a criança é acompanhada até os dois anos. A eficácia gira em torno de 98%, o que quer dizer que de cada 100 nascimentos, pelo menos um ainda pode se infectar. No caso de gestantes que só iniciam os cuidados na hora do parto, a chance de infecção é maior.

Prevenção é o melhor caminho
O melhor caminho é sempre a prevenção. Todas as unidades básicas de saúde oferecem preservativos, gratuitamente. No CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento), além da camisinha, também é possível fazer exames. O atendimento é sob sigilo. A unidade funciona de segunda a sexta, das 8h às 18h, na rua Silva Jardim, 94. Exames são colhidos até as 16h. Há, ainda, o telefone 3229-8797 para quem que receber orientação.