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Oficina em Santos trata de acessibilidade como instrumento de humanização

Publicado: 30 de setembro de 2026 - 13h44
Atualizado: 30 de setembro de 2026 - 13h44

Uma oficina dedicada ao entendimento da acessibilidade como instrumento de humanização das relações do Poder Público à luz da Lei Brasileira de Inclusão, foi realizada nesta quarta-feira (30), com servidores da Prefeitura de Santos. 

O encontro foi realizado no Departamento de Gestão de Pessoas e Ambiente de Trabalho, (Degepat – Centro Histórico), e se somou a outras capacitações que já vem sendo desenvolvidas na programação do Setembro Verde. A campanha dedica-se à conscientização sobre a inclusão social, acessibilidade e a garantia dos direitos das pessoas com deficiência (PcD). 

Os participantes receberam a cartilha Lei Brasileira de Inclusão, considerada um marco na busca pela igualdade e dignidade das pessoas com deficiência. 

A arquiteta Juliana Carlini falou sobre a necessidade de criar espaços seguros visando a remoção de barreiras em ambientes de trabalho. “Não podemos ficar confinados nos nossos setores, temos que estar atentos às situações do nosso dia a dia, como as que podem comprometer pessoas também com deficiências ocultas, aquelas que não são visíveis. É aí que entra a humanização”.

A coordenadora de Defesa de Política para Pessoa com Deficiência (Codep) da Secretaria da Mulher, Cidadania, Diversidade e Direitos Humanos (Semulher), Cristiane Zamari destacou os avanços da lei e chamou a atenção quanto à necessidade de mudanças na percepção. “Será que estamos atentos às necessidades das pessoas ao nosso redor? Não se trata apenas de criar rampas, corrimão”.

Sobre barreiras, a coordenadora falou da chamada neuroarquitetura, disciplina que une a neurociência à arquitetura para estudar e projetar espaços que influenciam positivamente o cérebro, as emoções, a saúde e o comportamento humano.  O encontro foi organizado pela Escola Municipal de Administração Pública de Santos (Emaps).

A servidora Silvia Bonilha Bagatelli, 59 anos, disse que as ações voltadas à sensibilização em muito contribuem para o ambiente de trabalho. “O programa já se configura como um avanço e cada vez mais precisamos sensibilizar os gestores de cada pasta”.

Vinicius Marcolino, 40, também servidor, afirmou que alguns servidores passaram a se descobrir com algum grau de autismo e que sofrem com a interferência de ruídos, por exemplo. “Temos que ter um olhar atento às necessidades que vão surgindo, por isso essa sensibilização é importante”. 

Saiba mais: Santos cria programa de apoio para servidores com deficiência

 

Esta iniciativa contempla o item 10 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Redução das Desigualdades. Conheça os outros artigos dos ODS.