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Magda, filha de baby barioni, quer resgatar história dos jogos

Publicado: 16 de novembro de 2000 - 0h00
Atualizado: 16 de julho de 2019 - 15h30

Magda Barioni Nieri, paulistana que mora há dez anos no município de São Vicente, assegura já possuir material suficiente para elaborar um livro muito especial para o segmento esportivo: a ´História dos Jogos Abertos do Interior´. Ela leva uma grande vantagem: é filha de Horácio (Baby) Barioni, o criador dos ´Jogos Abertos do Interior´, cuja primeira edição aconteceu em 1936, na cidade de Monte Alto, por um simples torneio masculino de basquete (na época, cestobol), com a participação de nove municípios. Hoje, em Santos, acontecem os ´64º Jogos´ com mais de 8.500 atletas de 131 municípios. As primeiras competições foram organizadas por Baby (lê-se Babi) e a partir de 1942 o governo estadual assumiu a tarefa de patrocinar os Jogos cada ano em uma cidade. Falecido em 1967, aos 62 anos, o idealizador dos Jogos hoje dá nome a um dos mais importantes conjuntos desportivos de São Paulo, o Baby Barioni, na Zona Oeste da Capital, sob a responsabilidade da Secretaria de Esportes e Turismo (SET) do Governo do Estado de São Paulo. Meu pai sabia, como ninguém, promover uma competição – comenta Magda. Seu bom humor contagiante e sua capacidade incomum de trabalho o tornaram indispensável em todas as realizações esportivas do Brasil. Destacado esportista, o paulistano Baby foi jogador e técnico de basquete e também fundador da Aceesp –Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo. Espírito versátil e irrequieto como é descrito pela imprensa da época, seu nome era considerado uma bandeira do esporte no Interior paulista. Meu pai amou e viveu o esporte. Passou a vida organizando competições poliesportivas, ressalta Magda, que não vê a hora de direcionar suas anotações e passá-las para um livro, contando a história dos Jogos. Vamos também destacar os depoimentos daqueles que foram vencedores ao longo das disputas. É o resgate da nossa história esportiva. Muito importante para São Paulo, finaliza Magda, autora de uma outra obra- ´Memória e Glória do Hospital das Clínicas´, onde trabalhou por muitos anos.