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Fórum Santos 500+ aborda mudanças climáticas

Publicado: 25 de fevereiro de 2026 - 10h43
Atualizado: 26 de fevereiro de 2026 - 15h44

Matheus Degásperi Ojea

O meio ambiente e os impactos das mudanças climáticas foram o tema da segunda edição do Fórum Santos 500+, série de seis reuniões temáticas que marcam o aniversário de 480 anos de Santos e prepara terreno para os próximos 20 anos.

A iniciativa é uma parceria da Prefeitura com o Grupo Tribuna e visa debater os principais desafios e oportunidades da Cidade no caminho até os seus 500 anos de fundação, em 2046.

Para tratar o tema, o encontro teve a participação de Gabriel Miceli, secretário adjunto de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade de Santos; Daniel Onias, diretor da Defesa Civil de Santos e coordenador regional da Defesa Civil do Estado; Carlos Piani, presidente da Sabesp; Cláudio Bastos, superintendente de Governança, Riscos e Compliance da Autoridade Portuária de Santos; Rafael Pileggi, professor da Escola Politécnica da USP; e Tiago Zenker Gireli, professor da Unicamp.

Além deles, abrindo a discussão por chamada de vídeo diretamente da Antártica, onde realiza pesquisa de campo, o professor Ronaldo Christofoletti, da Unifesp Baixada Santista, levou informações atualizadas sobre os impactos climáticos em Santos e projeções para os próximos 20 anos, ressaltando a importância da coleta de dados para a elaboração de estratégias eficientes.

“Quando a gente fala da cidade, a gente fala sobre pessoas. Não podemos tirar o ser humano de dentro desse foco, não apenas como aquele que é impactado, mas como aquele que gerou a mudança de vida, nós somos os seus impactados, mas nós geramos o problema e quem gerou o problema pode gerar a solução”, afirmou Ronaldo.

AÇÃO CLIMÁTICA

Santos é pioneira no enfrentamento às mudanças do clima, sendo uma das primeiras a contar com um Plano de Ação Climática (PACS), que orienta metas de neutralização de carbono e adaptação urbana até 2050. O plano utiliza o Índice de Risco Climático e Vulnerabilidade Socioambiental (IRCVS) para mapear áreas de risco e definir prioridades de ação.

Para Gabriel Miceli, o encontro é uma oportunidade de intercâmbio com diversos setores essenciais na elaboração de estratégias. “Para implementarmos o combate às mudanças climáticas, adaptação e resiliência, a gente precisa do envolvimento dos vários setores aqui representados. Então o PACS é o guia da ação da Prefeitura e a sessão do clima é responsável por revisitar e fazer uma atualização dele”.

Já para Daniel Onias, “o importante é reunir a ciência e a academia para a aplicação prática para o bem da população e evitar equívocos do passado, como ocupações irregulares, a exploração dos morros para a construção sem o devido tratamento das encostas”.

INVESTIMENTO

Desde 2020, o Município tem investido em infraestrutura para prevenir desastres naturais. A Prefeitura destinou cerca de R$ 100 milhões no Programa Santos Mais Bonita, para seis obras de contenção de encostas, drenagem, acessibilidade e zeladoria, em cinco morros beneficiando mais de 30 mil pessoas, além de diversas intervenções indicadas pela Defesa Civil, que elaborou um detalhado planejamento das áreas afetadas pelas chuvas de março de 2020, quando o acumulado, em Santos, atingiu o maior pico dos últimos 80 anos, à época.

Saiba mais sobre a história e programação dos 480 anos de Santos em www.santos.sp.gov.br/480anos.

 

Esta iniciativa contempla o item 4, Educação de Qualidade, e o item 9, Indústria, Inovação e Infraestrutura dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU. Conheça os outros artigos dos ODS.