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Execuções fiscais serão feitas eletronicamente

Publicado: 27 de maio de 2015 - 17h45
Atualizado: 4 de setembro de 2020 - 2h11

No início de junho, as cerca de 20 mil execuções fiscais de débitos inscritos na Dívida Ativa neste ano serão ajuizadas por meio de processos eletrônicos entre a Prefeitura e o Tribunal de Justiça (TJ-SP). O trabalho, que durava mais de dois meses para ser executado manualmente pelos servidores, será realizado agora em algumas horas, com a utilização do sistema integrado de gestão Softplan, contratado pela Administração Municipal.

Santos será uma das primeiras cidades do estado integradas ao sistema do TJ-SP. Segundo o tribunal, isto já ocorre apenas com as prefeituras de São Paulo e Arujá. “Com esta ferramenta há a expectativa de aumento na arrecadação devido à maior agilidade em todas as etapas da cobrança judicial, processo que muitas vezes podia demorar dois, três anos ou mais”, explica a chefe da Procuradora Fiscal (Profisc), Flávia Marinho Costa de Oliveira.

Na próxima semana, a empresa realizará, no Centro Cultural da Zona Noroeste, o treinamento para o uso do sistema para 30 servidores da Profisc. O contrato foi formalizado pela Prefeitura em dezembro de 2014, com o investimento de R$ 911,5 mil para implantação, licenciamento de uso, manutenção e suporte técnico. O trabalho foi supervisionado e acompanhado pela Procuradoria Geral do Município (PGM) e o Departamento de Gestão da Tecnologia de Informação e Telecomunicações (Detic), da Secretaria de Gestão (Seges).

A integração eletrônica com o TJ-SP permitirá a troca de dados entre as instituições para a tramitação completa dos processos judiciais, exceto os de competência das Justiças do Trabalho e Federal. Além das execuções fiscais, o uso do processo digital também servirá para questões judiciais, como ações indenizatórias e declaratórias.

Como funciona

A Prefeitura realiza a cobrança administrativa dos impostos municipais. Por exemplo, envia o carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para os donos de imóveis.

Quando o contribuinte não paga o IPTU no prazo previsto no carnê, ou após os períodos dos programas de parcelamento de débitos, a cobrança é inscrita na Dívida Ativa.

Os débitos vencidos e não pagos em 2014 e inscritos na Dívida Ativa em 2015, por exemplo, serão cobrados por meio de execuções fiscais ajuizadas perante o Poder Judiciário, as quais tramitarão eletronicamente.

As execuções fiscais eram feitas após a tramitação de processos de papel (autos judiciais) entre a Prefeitura e o Tribunal de Justiça. Somente para inscrever os débitos, ajuizar as execuções fiscais e citar os devedores, eram necessários meses de trabalho dos servidores.

Com a adoção do sistema integrado de gestão, os processos passarão a ser totalmente eletrônicos e as execuções fiscais de um exercício financeiro serão feitas em algumas horas.

As petições iniciais e respectivas Certidões da Dívida Ativa (CDA) serão encaminhadas diretamente do sistema informatizado da Prefeitura para o portal da Softplan, o qual está integrado ao TJ-SP, e se transformarão em execuções fiscais eletrônicas.

O tribunal direcionará as informações para os Correios, que expedirão uma carta citatória do débito para o contribuinte, indicando o prazo de 5 dias para pagar o débito ou oferecer algum bem para penhora.