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Estudantes de Santos destacam trajetória de mulheres cientistas em competição

Publicado: 6 de outubro de 2026 - 11h24
Atualizado: 6 de outubro de 2026 - 11h45
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Cinco turmas finalistas do Jovem Doutor em Debate se reuniram, nesta segunda-feira (5), no auditório do Parque Tecnológico de Santos para a grande final da competição. A atividade marcou o encerramento da primeira edição do projeto, que desafiou os estudantes a pesquisar a trajetória de mulheres cientistas e compartilhar os conhecimentos adquiridos.

Durante a final, cada grupo apresentou a história de uma cientista e respondeu a duas perguntas da banca avaliadora, formada por especialistas e representantes das áreas de saúde, educação, juventude e políticas públicas.

RESULTADO

A UME Cidade de Santos conquistou o primeiro lugar, com a apresentação sobre Nise de Silveira. A UME Oswaldo Justos ficou em segundo, seguida pela UME Judoca, em terceiro; UME 28 de Fevereiro, em quarto; e UME Avelino da Paz Vieira, em quinto.

Segundo a coordenadora do Santos Jovem Doutor, Ana Caetano, a proposta foi utilizar o debate para aproximar os estudantes da ciência e discutir os desafios enfrentados pelas mulheres na área. “Queríamos trabalhar isso com os alunos de uma maneira que eles se envolvessem. O debate ajudou a transmitir a mensagem e a dar voz a essas mulheres”.

Cada turma recebeu, por sorteio, uma cientista para pesquisar. Entre as escolhidas, Gladys West, Nise de Silveira, Mari Krüger, Adriana Melo e Roberta Duarte.

Os estudantes passaram por várias etapas de preparação até chegar ao pitch, formato de apresentação rápida realizado em ambiente virtual para selecionar os finalistas.

A experiência também buscou desenvolver habilidades de comunicação e protagonismo que poderão ser utilizadas no futuro. “Um jovem de 14 anos saber o que é pitch e uma TED Talk é muito importante e deixa esses estudantes um passo à frente”, destacou a coordenadora.

APRENDIZADO

Larissa Pereira, de 13 anos, do 8º ano da UME Cidade de Santos (Embaré), integrou o grupo que apresentou a trajetória da psiquiatra Nise de Silveira. Para chegar à final, toda a turma participou, utilizando diferentes métodos de estudo. “Quando recebemos o nome dela, já começamos a pesquisar em sites, fizemos mapa mental, síntese e usamos outras metodologias para conhecer toda a história”.

A aluna relatou que não esperava chegar à etapa final e ressaltou a importância de compartilhar o trabalho da cientista. “Precisamos mostrar às pessoas toda a experiência que ela teve no combate ao preconceito relacionado à saúde mental. Isso é muito importante”.

Para o professor Chao Lung Wen, idealizador do programa e integrante da banca avaliadora, iniciativas como o Jovem Doutor em Debate contribuem para aproximar os estudantes da educação por meio de experiências práticas. “Importantíssimo para criar motivação e propósito, para que vejam como a educação constrói um futuro melhor”.

O professor também destacou a escolha das mulheres cientistas como tema da primeira edição. Para ele, conhecer essas trajetórias permite aos estudantes compreender os desafios relacionados ao preconceito e desenvolver persistência diante das dificuldades.

PARTICIPAÇÃO

A primeira edição do Jovem Doutor em Debate contou com a participação de 21 turmas. Além das cinco finalistas, três receberam Menção Honrosa pelo desempenho na etapa de seleção.

O projeto, inicialmente desenvolvido como piloto, passará a integrar a programação permanente do Programa Santos Jovem Doutor. A proposta é que a iniciativa seja realizada anualmente, abordando diferentes temas e grupos de cientistas.

 

Esta iniciativa contempla o item 4 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Educação de Qualidade. Conheça os outros artigos dos ODS