Chuva, ressaca ou calor: veja como Santos monitora os riscos climáticos
Com uma estrutura de monitoramento que reúne pluviômetros, estações meteorológicas, marégrafos e boias de medição das ondas, a Defesa Civil de Santos acompanha diariamente as condições do tempo e do mar para identificar situações de risco e orientar a população com antecedência.
O trabalho é complementado por um sistema de alertas que já conta com mais de 50.000 celulares cadastrados para receber mensagens via SMS, número que coloca Santos como o município com maior percentual de cadastrados entre as cidades paulistas com mais de 200 mil habitantes.
"Nosso objetivo é identificar qualquer mudança nas condições do tempo e do mar antes que ela represente um risco para a população. Para isso, acompanhamos diariamente informações de diferentes equipamentos. Com esses dados, conseguimos avaliar cenários, emitir alertas com antecedência e orientar a população’’, explica Daniel Onias, coordenador da Defesa Civil de Santos.
ALERTAS VIA SMS
Moradores podem se cadastrar gratuitamente enviando uma mensagem de texto (SMS) com o CEP da residência para o número 40199. O serviço informa sobre riscos de chuvas intensas, tempestades, ressacas e outras situações que possam exigir atenção da população.

REDE
Os 17 pluviômetros distribuídos por todas as regiões da Cidade, incluindo a Área Continental, registram o volume de chuva em tempo real. A rede é fundamental para a identificação de possíveis riscos de alagamentos e deslizamentos.
O monitoramento também conta com três estações meteorológicas completas (uma própria e duas acessadas por meio de parcerias); cinco marégrafos, responsáveis por medir a altura da maré; duas boias que registram a altura das ondas.
O QUE SÃO
As estações meteorológicas (foto acima) funcionam como verdadeiros postos de observação do clima, captando em tempo real dados como temperatura, umidade, pressão do ar e velocidade dos ventos. Já os marégrafos cumprem um papel voltado ao oceano: instalados na costa, eles acompanham o sobe e desce da maré ao longo do dia, permitindo identificar com precisão quando o nível da água foge do esperado, um sinal importante para antecipar ressacas.
Completando esse cenário, as boias oceânicas ficam ancoradas mar adentro e monitoram o comportamento das ondas, medindo altura e intensidade, o que ajuda a Defesa Civil a prever riscos à orla e orientar tanto moradores quanto embarcações que circulam pela região.
Embora parte desses equipamentos não pertença à Prefeitura, os dados são compartilhados com a Defesa Civil por meio de parcerias e integram as análises realizadas diariamente pela equipe. É o caso das informações fornecidas pela SP Pilots (Praticagem do Porto), pelo Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Unisanta (NPH-Unisanta) e dos pluviômetros do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
FUNCIONAMENTO
Além dos equipamentos instalados em campo, a Defesa Civil utiliza imagens de radar meteorológico e outras ferramentas de monitoramento, além de elaborar um boletim de previsão meteorológica específico para Santos. Produzido de segunda a sexta-feira, o documento apresenta a previsão para os três dias seguintes ou mais, quando necessário, e serve de base para o planejamento das ações preventivas.
Quando há previsão de eventos como chuvas intensas, tempestades, ventos fortes ou ressacas, a divulgação das informações é intensificada para alcançar o maior número possível de moradores. Os avisos são compartilhados por diferentes canais, como o Portal da Prefeitura, as redes sociais da Administração Municipal e da Defesa Civil, notas encaminhadas à imprensa, o canal oficial de WhatsApp e os grupos dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (NUPDECs), formados principalmente por moradores de áreas mais suscetíveis a desastres.
NOVO DESAFIO
Além das chuvas e ressacas, a Defesa Civil também acompanha episódios de temperaturas elevadas. Quando há previsão de calor intenso, as informações passam a integrar os boletins meteorológicos e, dependendo da intensidade prevista, a divulgação é reforçada pelos canais oficiais da Prefeitura e da Defesa Civil.
O órgão trabalha atualmente na elaboração de um protocolo específico para alertas e ações voltadas ao calor extremo. A combinação entre tecnologia, prevenção e comunicação direta com a população é o que permite à Defesa Civil de Santos agir antes que o risco vire emergência.