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Arte ocupa praça em Santos com oficina aberta de impressão botânica

Publicado: 10 de maio de 2026 - 9h06
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A Praça dos Andradas, no Centro Histórico, ganhou novos olhares e cores durante uma oficina aberta de impressão botânica realizada nesta sexta-feira (8), pelo espaço cultural Jiboia Ateliê. A atividade levou arte para o espaço público por meio da técnica da monotipia, aproximando moradores e visitantes de uma experiência artística acessível, lúdica e poética.

A ação foi conduzida pela artista e educadora Natália Brascansini, de 41 anos, que explicou a proposta da atividade realizada ao ar livre. “A ideia é trazer a experiência de ateliê para a rua, para a praça, sem inscrições, permitindo que o público passante tenha a oportunidade de conhecer essa técnica”, afirmou.

Segundo Natália, a monotipia desperta curiosidade pelos resultados inesperados e pela liberdade criativa. Durante a oficina, os participantes utilizaram folhas e elementos naturais encontrados na própria praça para criar composições impressas em papel.

“É uma técnica muito interessante, com resultados encantadores e muitas possibilidades. Também existe um aspecto bastante lúdico e poético. A gente começa olhando para as plantas daqui, escolhendo folhas, então a praça passa a ser observada de outra maneira”, explicou.

A escolha da Praça dos Andradas também carrega significado histórico e afetivo. Além da proximidade com o ateliê, localizado em um prédio histórico do Centro de Santos, o espaço foi escolhido por ser considerado o primeiro parque público da cidade.

“Tem uma questão prática, porque da janela do ateliê vemos a praça, mas também porque ela tem uma história importante. O Jiboia tem essa ideia de olhar para o território e pensar formas de estar no Centro produzindo arte”, destacou a artista.

INCENTIVO CULTURAL

A oficina integra uma série de ações culturais realizadas como contrapartida de um edital voltado para ações culturais, Aldir Blanc. O projeto foi dividido em três iniciativas: o “Jiboia na Praça”, com a oficina aberta; uma atividade de desenho dentro do ateliê, explorando o patrimônio histórico do edifício onde funciona o espaço; e uma oficina realizada em uma escola do Município.

Entre os participantes estava a estudante Raquel Nascimento da Silva, de 17 anos, que contou ter se aproximado da atividade ao passar pela praça e se interessar pela movimentação artística. “Sempre fui muito apegada à arte. Eu vi de longe e fiquei curiosa. Quando a gente vê uma intervenção artística assim em praça pública, chama atenção”, contou.

Raquel já conhecia a técnica da monotipia, mas afirmou que a experiência ao ar livre tornou tudo diferente. “Foi mais legal fazer nesse espaço. A gente fica muito preso à rotina e, de repente, encontra algo descontraído assim. É uma quebra de expectativa”, disse.

A proposta do evento reforça a ocupação cultural dos espaços públicos e aproxima a população da produção artística contemporânea, transformando a praça em um ambiente de convivência, descoberta e criação coletiva.

 

Esta iniciativa contempla o item 4 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Educação de Qualidade. Conheça os outros artigos dos ODS https://brasil.un.org/pt-br/sdgs