Seu navegador não possui suporte para JavaScript o que impede a página de funcionar de forma correta.
Conteúdo
Notícias

Ação educativa envolve frequentadores de feira de Santos no combate à dengue

Publicado: 16 de janeiro de 2026
14h 21

Enquanto faziam a feira, os munícipes de Santos aprenderam mais sobre o combate à dengue com agentes do Grupo de Informação, Educação e Comunicação (IEC);

Os agentes distribuíram panfletos informativos e sacos com sal grosso para os moradores, que devem depositar nos ralos de casa para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti (transmissor da dengue, chikungunya e febre amarela urbana), além de retirarem dúvidas frequentes e orientarem sobre os cuidados e prevenções no domicílio.

“É importante porque conseguimos abordar não só o munícipe, mas os turistas que ainda estão na Cidade passeando pela feira. Ainda mais em janeiro, temporada de férias, calor e chuvas, fatores que somam para a proliferação do Aedes aegypti”, destaca Paula Favoretto, chefe dos agentes de combate a endemias.

A profissional ressalta que, durante a alta no turismo, é importante que todos mantenham as casas de temporada sempre limpas antes de partir, com ralos tratados e tampados, sanitários fechados, além de colocar detergente na bandeja da geladeira - alguns cuidados essenciais que evitam o ciclo do mosquito.

“É muito importante a Prefeitura se preocupar com a saúde da população, principalmente nos bairros mais afastados da orla ou onde ocorre maior número de alagamentos e formação de poças nas ruas. Manter as pessoas protegidas é essencial”, avaliou Miguel Cabau, 70.

COMO LIMPAR?

Os ralos localizados em ambientes externos, como nas áreas comuns dos edifícios e nos quintais de casa, devem ser tratados duas vezes por semana, com sal grosso ou água sanitária. É importante que a sujeira acumulada nos ralos e ao redor deles também seja removida com escova, água e sabão para eliminar eventuais ovos do mosquito, que não são visíveis a olho nu.

Esse procedimento pode ser usado nos ralos que ficam dentro de casa e não são do tipo abre e fecha, que é o mais recomendado para manter o mosquito longe da sua família.

Já os pratinhos de plantas não bastam estar secos. É importante lembrar que um ovo do Aedes pode sobreviver por até um ano em uma superfície seca até que encontre condições favoráveis para eclodir (água + calor).

ESTRATÉGIAS DE SANTOS AO ENFRENTAMENTO AO AEDES AEGYPTI – ANO INTEIRO

Brigadas contra o Aedes - Nas escolas municipais e estaduais, há funcionários treinados pelo CCZV para o olhar atento aos locais que podem apresentar risco de proliferação do Aedes aegypti e eliminação imediata dos potenciais criadouros

Casa a Casa - programa de visitação de rotina aos imóveis

Mutirão - varredura realizada semanalmente em algum bairro da Cidade

Visitas aos imóveis especiais e pontos estratégicos - locais visitados mensalmente imóveis especiais: grande circulação de pessoas - escolas, hotéis, shopping centers Pontos estratégicos: mais risco de criadouros - borracharias, oficinas, ferros-velhos, cemitérios, obras

Nebulização - aplicação de inseticida no entorno da residência de pessoa infectada para combater o mosquito já na fase adulta, quando está transmitindo as doenças

Armadilhas - Santos possui 481 armadilhas distribuídas por toda a Cidade, monitoradas semanalmente, que mostram o índice de infestação de mosquito no local

Acompanhamento epidemiológico - notificação e investigação de todos os casos de doenças transmitidas pelo Aedes pela Vigilância Epidemiológica

Atividades Educativas - atividades educativas nas ruas, escolas, palestras em empresas e instituições, pedágios em diferentes pontos da Cidade, participação em eventos, estandes temáticos e reuniões em condomínios

Monitoramento com drones em locais de difícil acesso
Atendimento a denúncias - feitas na Ouvidoria Municipal pelo telefone 162 ou www.santos.sp.gov.br/ouvidoria

 

Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-Estar. Conheça os outros artigos dos ODS 

Fotos: Raimundo rosa