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Especial: paulistas comemoram a luta pela democracia na próxima sexta-feira (9)

Publicado: 2 de julho de 2004
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Um marco na História do Brasil, a luta da sociedade paulista pela democracia será comemorada na próxima sexta-feira (9), data do início da Revolução Constitucionalista de 1932. Considerado ponto facultativo até 1996, o dia 9 de julho foi instituído como feriado civil no Estado de São Paulo pelo governador Mário Covas, com a promulgação, em 5 de março de 1997, da Lei nº 9.497. Maior confronto militar do Brasil no século XX, a centelha que deu início a Revolução de 32 foi o período de exceção política do governo provisório de Getúlio Vargas, onde todas as instituições legislativas foram abolidas, desde o Congresso Nacional até as Câmaras Municipais. Descontentes com a ditadura de Vargas – que havia prometido, ao tomar o poder em 1930, uma nova constituição – os paulistas realizam, em 23 de maio de 1932, um comício reivindicando essa promessa; pedindo que fosse eleita uma assembléia constituinte. O encontro termina em conflito armado, com quatro estudantes mortos: Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo. As iniciais de seus nomes se transformam na sigla MMDC, o grande símbolo da revolução. Depois de dias de tensão, em 9 de julho a revolta explode. A causa é defendida por toda a imprensa paulista. A população adere a rebelião e cerca de 35 mil homens enfrentam um contingente de 100 mil soldados governistas. Em 3 de outubro, após três meses de luta, os paulistas se rendem. Santos enviou 300 soldados para as frentes de combate.