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Programa capacita rede de proteção infantil de Santos para prevenir crimes cibernéticos

Publicado: 4 de novembro de 2026 - 16h20
Atualizado: 4 de novembro de 2026 - 16h22

Fortalecer a proteção de crianças e adolescentes também passa pela informação, prevenção e preparação de quem atua diariamente em contato com esse público. Santos iniciou uma série de encontros com representantes das secretarias municipais de Educação, Saúde e Desenvolvimento Social, além de conselheiros tutelares e profissionais da rede estadual de ensino, para conhecer o programa Guardiões da Infância, da Polícia Federal (PF), voltado à prevenção de crimes cibernéticos contra crianças e adolescentes.

O primeiro encontro, promovido pela Coordenadoria da Infância e Juventude (Cojuv), da Secretaria da Mulher, Cidadania, Diversidade e Direitos Humanos (Semulher), em parceria com a Polícia Federal, ocorreu nesta quarta-feira (4), na Universidade São Judas (Campus Unimonte). 

A proposta foi apresentar o programa, compartilhar conhecimentos e experiências e construir estratégias conjuntas para ampliar as ações preventivas.

O PROGRAMA

O Guardiões da Infância tem como objetivo reduzir a vulnerabilidade relacionada à violência sexual contra crianças e adolescentes, tanto no ambiente on-line quanto fora dele, e fortalecer a proteção desse público no universo digital. A proposta é desenvolver ações padronizadas em todo o País, conscientizando pais, educadores, adolescentes e profissionais da rede de proteção.

Durante o encontro, foram abordados os principais crimes praticados pela internet, prevenção, identificação de situações de risco e orientações sobre como agir diante de possíveis casos. A iniciativa também busca preparar os adultos para orientar crianças e adolescentes sobre o uso seguro da tecnologia e a importância de procurar ajuda.

RISCOS NA INTERNET

Segundo o delegado Matheus Rodrigues, o Guardiões da Infância chama a atenção para ameaças que podem estar mais próximas do que se imagina, como o aliciamento pela internet, a exploração sexual e outras formas de violência facilitadas pelas tecnologias digitais.

"A rapidez com que esses crimes acontecem torna urgente a disseminação de informações. Nosso principal objetivo é informar e orientar o mais rápido possível, envolvendo escolas, famílias e profissionais da rede de proteção".

REDE DE PROTEÇÃO

A escolha dos participantes do primeiro encontro foi estratégica: profissionais que atuam diretamente no atendimento a crianças e adolescentes e podem identificar sinais de vulnerabilidade, acolher possíveis vítimas e encaminhar situações que exijam atenção e proteção.

Para a vice-prefeita e secretária de Educação, Audrey Kleys, a iniciativa representa um avanço na construção de uma rede cada vez mais preparada. "A proteção de crianças e adolescentes é uma responsabilidade de toda a sociedade e exige informação, prevenção e atuação integrada. Com o Guardiões da Infância, queremos fortalecer o conhecimento dos profissionais na linha de frente, para que possam reconhecer situações de risco, orientar as famílias e agir de maneira articulada. É fundamental estarmos atentos também ao ambiente digital, onde muitas violências começam de forma silenciosa. Proteger nossas crianças é garantir seus direitos e cuidar do futuro da nossa cidade".

A secretária da Semulher, Nina Barbosa, explicou que o encontro representa o primeiro passo para ampliar o alcance das orientações.

"A ideia é multiplicar as informações, principalmente entre os profissionais que trabalham diretamente com crianças e adolescentes. Reunimos professores, supervisores, conselheiros tutelares e instituições ligadas à defesa dos direitos da infância e juventude. Queremos que esse conhecimento chegue a quem está na ponta e se transforme em ações concretas de prevenção e proteção".

PRÓXIMAS AÇÕES

Agora, a Cojuv, a Polícia Federal e as secretarias envolvidas pretendem construir uma agenda de ações educativas e preventivas nas escolas, nos equipamentos públicos e nos diferentes territórios da Cidade.

A proposta é fortalecer a rede de proteção e ampliar o diálogo com famílias, professores e demais profissionais que convivem com crianças e adolescentes, contribuindo para que saibam reconhecer situações de risco e agir diante de possíveis casos de violência.

 

Esta iniciativa contempla o item 17 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Parcerias e Meios de Implantação. Conheça os outros artigos dos ODS