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Santos capacita orientadores educacionais para enfrentar o racismo na rede municipal

Publicado: 4 de novembro de 2026 - 12h32
Atualizado: 4 de novembro de 2026 - 13h46

Orientadores educacionais da rede municipal de Santos participaram, nesta quarta-feira (4), da formação Maria Patrícia Fogaça, voltada à implementação do Protocolo de Identificação e Respostas ao Racismo nas escolas.

O encontro, que reuniu cerca de 40 profissionais no Parque Tecnológico (Vila Nova), integra a programação do Mês da Consciência Negra e foi organizado pelo Núcleo de Educação para as Relações Étnico-Raciais (Nerer), da Secretaria de Educação (Seduc).

A formação foi conduzida pela orientadora educacional Joice Mendes dos Santos, alinhada à Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq).

“Nosso objetivo é preparar os orientadores educacionais para identificar situações de racismo dentro e fora do ambiente escolar, saber como interrompê-las e acolher as vítimas, promovendo sensibilização e transformação”, explicou.

Para a educadora, não é possível discutir a implementação de um protocolo sem abordar as desigualdades no campo educacional. “Isso torna a formação ainda mais desafiadora, porque demanda uma prática pedagógica e estrutural contínua”.

AMPLIANDO CONHECIMENTOS

Para Vânia Maria Araújo Dantas Bosque, 56 anos, a formação amplia o conhecimento e proporciona a troca de experiências. “Muitos têm algum caso de racismo para compartilhar. Eu já presenciei um aluno ofendendo uma professora. E temos que saber quando e como intervir”.

José Marcos Pontes Menk, 54 anos, também já vivenciou situações de racismo na escola em que trabalha. “Quando identificamos, chamamos a família e promovemos a conscientização, porque muitas vezes o racismo estrutural nasce no ambiente familiar”.

MARIA PATRÍCIA FOGAÇA

A mulher que dá nome à formação nasceu em Santos, em 26 de março de 1838. Antes de se casar, aos 19 anos, começou a aprender o ofício de parteira com integrantes de sua comunidade e ficou conhecida pelo atendimento à população mais necessitada.

Sua atuação foi marcada pelo cuidado com mulheres que não tinham condições financeiras de pagar pelos serviços de profissionais com formação acadêmica na Europa.

Confira toda a programação do Mês da Consciência Negra aqui

 

Esta iniciativa contempla o item 10 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Redução das Desigualdades. Conheça os outros artigos dos ODS