Profissionais de policlínica de Santos capacitados para reforçar combate à dengue
Profissionais da Policlínica Vila Progresso (Rua Três, casas 1 e 2), em Santos, receberam o Grupo de Informação, Educação e Comunicação (IEC), da Secretaria de Saúde, nesta terça-feira (3), para capacitação sobre as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. A atividade ocorreu durante a reunião mensal da equipe.
As agentes explicaram o ciclo de vida do mosquito, desde a fase de ovo até a adulta, e apresentaram medidas de prevenção em cada etapa. Também esclareceram que a fêmea do Aedes aegypti necessita de sangue para o desenvolvimento dos ovos, sendo os seres humanos seus principais alvos.
PREVENÇÃO
O manejo clínico dos pacientes com suspeita de arboviroses também foi abordado pela enfermeira Fabiana Pinho, da Seção de Vigilância Epidemiológica de Santos (Seviep), que apresentou dados atualizados sobre casos e vacinação.
“A dengue possui quatro sorotipos diferentes. Atualmente, três sorotipos diferentes de dengue circulam na Baixada Santista, e todos são prevenidos com as duas doses da vacina contra a dengue, disponível em todas as policlínicas do Município, para jovens de 10 a 14 anos”, contou Fabiana.
A enfermeira também alertou para os sinais e sintomas que podem indicar dengue, zika ou chikungunya, como febre, dores no corpo e dor de cabeça, destacando a importância da avaliação médica para o diagnóstico adequado. Também ressaltou a necessidade de capacitar regularmente os trabalhadores da saúde, especialmente em regiões mais vulneráveis às arboviroses, para aprimorar a prevenção e a identificação de possíveis casos.
“Precisamos voltar o olhar de prevenção e cuidado para os morros. Quando falamos de prevenção da dengue, precisamos ter um cuidado amplo, pensando principalmente na vulnerabilidade social da população que mora aqui. É necessário manter o olhar atento para auxiliar e orientar os munícipes a se protegerem”.
CONHEÇA OS CUIDADOS EM CADA FASE
Ovos: ideal é jogar a água em que os ovos se encontram fora, e raspar o recipiente com uma bucha para quebrá-los.
Larvas: ficam muito sensíveis à produtos, por isso, é importante manter os ralos com sal grosso, ou lavar regularmente com cloro.
Pupas: produtos não resolvem. É importante descartar a pupa em ambiente completamente seco (na rua, em asfalto seco, por exemplo), para impedir o nascimento do mosquito.
Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-Estar. Conheça os outros artigos dos ODS