Oficina em Santos trata de acessibilidade como instrumento de humanização
Uma oficina dedicada ao entendimento da acessibilidade como instrumento de humanização das relações do Poder Público à luz da Lei Brasileira de Inclusão, foi realizada nesta quarta-feira (30), com servidores da Prefeitura de Santos.
O encontro foi realizado no Departamento de Gestão de Pessoas e Ambiente de Trabalho, (Degepat – Centro Histórico), e se somou a outras capacitações que já vem sendo desenvolvidas na programação do Setembro Verde. A campanha dedica-se à conscientização sobre a inclusão social, acessibilidade e a garantia dos direitos das pessoas com deficiência (PcD).
Os participantes receberam a cartilha Lei Brasileira de Inclusão, considerada um marco na busca pela igualdade e dignidade das pessoas com deficiência.
A arquiteta Juliana Carlini falou sobre a necessidade de criar espaços seguros visando a remoção de barreiras em ambientes de trabalho. “Não podemos ficar confinados nos nossos setores, temos que estar atentos às situações do nosso dia a dia, como as que podem comprometer pessoas também com deficiências ocultas, aquelas que não são visíveis. É aí que entra a humanização”.
A coordenadora de Defesa de Política para Pessoa com Deficiência (Codep) da Secretaria da Mulher, Cidadania, Diversidade e Direitos Humanos (Semulher), Cristiane Zamari destacou os avanços da lei e chamou a atenção quanto à necessidade de mudanças na percepção. “Será que estamos atentos às necessidades das pessoas ao nosso redor? Não se trata apenas de criar rampas, corrimão”.
Sobre barreiras, a coordenadora falou da chamada neuroarquitetura, disciplina que une a neurociência à arquitetura para estudar e projetar espaços que influenciam positivamente o cérebro, as emoções, a saúde e o comportamento humano. O encontro foi organizado pela Escola Municipal de Administração Pública de Santos (Emaps).
A servidora Silvia Bonilha Bagatelli, 59 anos, disse que as ações voltadas à sensibilização em muito contribuem para o ambiente de trabalho. “O programa já se configura como um avanço e cada vez mais precisamos sensibilizar os gestores de cada pasta”.
Vinicius Marcolino, 40, também servidor, afirmou que alguns servidores passaram a se descobrir com algum grau de autismo e que sofrem com a interferência de ruídos, por exemplo. “Temos que ter um olhar atento às necessidades que vão surgindo, por isso essa sensibilização é importante”.
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Esta iniciativa contempla o item 10 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Redução das Desigualdades. Conheça os outros artigos dos ODS.