Santos terá programa de podas emergenciais para atender mudanças climáticas
Jackson de Paula
A estrutura de prevenção e resposta a ocorrências com árvores provocadas por chuvas e ventos fortes em Santos será reforçada a partir do próximo dia 5. Um novo contrato municipal de manejo arbóreo amplia de cinco para 13 as equipes operacionais, com profissionais especializados e equipamentos para diferentes tipos de intervenção, inclusive em locais de difícil acesso. De janeiro a setembro deste ano, 63 árvores caíram na Cidade, reforçando a importância da estrutura para atendimento a ocorrências relacionadas a eventos climáticos.
As áreas de morro e a região da orla estarão entre as prioridades, devido às características específicas desses territórios. Nos morros, árvores de grande porte, encostas e dificuldades de acesso podem tornar as operações mais complexas. Já na faixa da orla, a exposição aos ventos exige atenção especialmente durante episódios de instabilidade meteorológica.
Uma das principais novidades para esse tipo de atendimento é a criação de uma equipe exclusiva de escalada em progressão, preparada para atuar onde caminhões e equipamentos mecanizados não conseguem chegar. A equipe será formada por encarregado, dois podadores, dois ajudantes e motorista.
A poda mecanizada contará ainda com cinco frentes de trabalho, sendo quatro destinadas a árvores de até 15 metros e uma equipada para intervenções em alturas superiores a 20 metros.
O secretário das Prefeituras Regionais, Rivaldo Santos, ressalta que a nova estrutura amplia a capacidade de resposta do Município. “Estamos preparando Santos para contar com uma estrutura mais especializada e capaz de responder com rapidez às diferentes situações. Em ocorrências de chuvas e ventos fortes, precisamos ter equipes, profissionais e equipamentos adequados para cada tipo de intervenção, inclusive nos locais de acesso mais difícil. É um avanço importante para a segurança da população e dos trabalhadores”, afirma.
RESPOSTA ÀS EMERGÊNCIAS

O novo modelo também amplia a possibilidade de mobilização diante de situações emergenciais. Diferentemente do contrato anterior, que previa uma equipe especial sob demanda para finais de semana e feriados, a nova estrutura estabelece que as equipes contratuais podem ser acionadas emergencialmente em qualquer dia e horário.
Para o chefe da Defesa Civil de Santos, Daniel Onias, a capacidade de atuar em áreas de difícil acesso representa um avanço especialmente importante nos morros.
“Os morros apresentam características que tornam algumas ocorrências com árvores mais complexas, seja pela inclinação do terreno, pela altura das árvores ou pela dificuldade de acesso dos equipamentos convencionais. Ter equipes capacitadas para atuar nessas condições amplia a capacidade de resposta do Município, principalmente nos períodos de chuvas intensas e ventos fortes, quando precisamos agir com rapidez e segurança”, destaca Onias.
MAIS EQUIPES E ESPECIALIZAÇÃO
Além da resposta às emergências, o novo contrato representa uma mudança na organização cotidiana do manejo arbóreo. O número mínimo de profissionais permanentes passa de 40 para 75, e as atividades deixam de estar concentradas predominantemente em equipes polivalentes para serem distribuídas entre estruturas especializadas.
As 13 equipes contemplam serviços de poda mecanizada, escalada em progressão, trituração, remoção e transplante, remoção de árvores, retirada de tocos e tomografia. A especialização permite direcionar profissionais e equipamentos de acordo com as características de cada intervenção.
Para operações de maior porte, o contrato prevê um Munck de 35 toneladas, destinado à remoção e transporte, e outro de 18 toneladas para remoção de árvores. No contrato anterior eram três equipamentos com capacidade de 12 toneladas.
Outra mudança está na frota: a idade máxima dos veículos cai de dez para cinco anos, além da exigência de vistoria ou inspeção por empresa credenciada, com comprovação documental.
O contrato também estabelece uma equipe específica de tomografia, composta por engenheiro agrônomo ou florestal, ajudante, veículo próprio e aparelho sônico, reforçando o suporte técnico para avaliação das condições das árvores.
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