Santos reúne 860 atletas na disputa pelo Troféu Brasil de Triathlon
Uma das provas mais tradicionais do triathlon nacional movimentou a orla de Santos neste domingo (27). A 3ª etapa do 35º Troféu Brasil de Triathlon reuniu 860 atletas de 14 estados brasileiros, além de um competidor da Finlândia, em disputas entre profissionais e amadores. A competição tem o apoio da Prefeitura de Santos, por meio da Secretaria de Esportes (Semes).
A largada e a chegada aconteceram na Praia da Aparecida, em frente à Escola Escolástica Rosa. Os participantes disputaram as provas Olímpica, com 1,5 km de natação, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida, e Short, com metade dessas distâncias.
Na categoria profissional, Yago Rodrigues Santos Alves venceu no masculino, completando a prova em 1h53min15s. Felipe Bianchi Gonçalves ficou em segundo lugar, com 1h56min07s, seguido por Jamil Bacar Neto, terceiro colocado, com 1h57min50s.
No feminino profissional, a vitória ficou com Giovanna Opipari, que cruzou a linha de chegada em 2h17min07s. Mariana Penatti terminou na segunda colocação, com 2h18min30s.
VENCEDORES
Aos 28 anos, Yago tem uma história com o triathlon que começou ainda na infância. Ele iniciou na modalidade aos 7 anos e transformou o sonho de criança em carreira profissional. Em Santos, sua primeira experiência em competição foi há cerca de 12 anos, ainda no biathlon.
Entre os resultados da carreira estão o bronze no Sul-Americano Sub-23, em 2021, e o título brasileiro da elite, em 2023. No Troféu Brasil, Yago venceu duas etapas em 2021 e, nesta temporada, conquistou a segunda etapa e repetiu o resultado neste domingo, na terceira.
“Essa prova é uma das mais tradicionais do Brasil. Tem os melhores do País aqui e um histórico de atletas olímpicos. Daqui saíram grandes campeões”, destacou Yago, que segue na disputa pelo título da temporada.
A paulistana Giovanna Opipari, de 29 anos, também construiu sua trajetória no esporte desde cedo. Com origem na natação, migrou para o triathlon há cerca de oito anos e, em 2026, passou a competir na categoria profissional, depois de se destacar como amadora.
Giovanna já perdeu a conta de quantas vezes participou do Troféu Brasil. O número de vitórias, porém, ela sabe: com o resultado deste domingo, chegou à quarta conquista em etapas da competição.
“Representa muitas horas de trabalho. É um reconhecimento bacana”, afirmou a campeã. Giovanna também ressaltou a importância da competição para os atletas. “Hoje, infelizmente, no Brasil a gente tem poucas competições na distância olímpica. O Troféu Brasil é uma competição muito importante”.
Antes de se tornar profissional, Giovanna também viveu uma experiência especial no esporte de alto rendimento: atuou como atleta-guia da paratriatleta Letícia Freitas nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024. Já como profissional, conquistou a terceira colocação no Ironman 70.3 de Curitiba em 2026.
TRADIÇÃO
Com 35 anos de história, o Troféu Brasil se consolidou como uma das competições mais importantes e longevas do calendário esportivo do País. Ao longo de sua trajetória, a prova realizada em Santos ajudou a revelar e projetar atletas que chegaram aos Jogos Olímpicos e representaram o Brasil em competições internacionais.
Para o organizador Núbio de Almeida, a tradição faz da competição uma referência para o triathlon brasileiro e também um importante espaço para o surgimento de novos talentos. Ao longo da história do Troféu Brasil, passaram pela prova nomes como Fernanda Keller, Leandro Macedo e Armando Barcellos.
Além de preservar esse legado, Núbio destaca a renovação da modalidade, com uma nova geração de atletas ganhando espaço e construindo sua própria trajetória na competição. A próxima etapa do Troféu Brasil de Triathlon está marcada para 13 de dezembro.
Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-Estar. Conheça os outros artigos dos ODS
Fotos: Francisco Arrais