Programa de prevenção ao suicídio é lançado para servidores de Santos
Em meio ao mês que marca a campanha Setembro Amarelo, de conscientização e prevenção ao suicídio, Santos lançou uma nova iniciativa que visa alertar para a questão e prestar apoio psicológico aos servidores municipais. O decreto que institui o Programa de Prevenção e Posvenção do Suicídio “Servidores pela vida” foi publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (23)
Voltado a todos os servidores públicos municipais, incluindo efetivos, comissionados, estagiários e demais vínculos formais que atuam na Administração pública da Cidade, o programa tem como objetivo promover ações educativas, preventivas, interventivas e de suporte institucional diante do risco de suicídio. Além disso, a ação também estrutura acolhimento adequado em situações de morte ou tentativa no ambiente de trabalho.
Para isso, uma equipe multiprofissional da Coordenadoria de Medicina do Trabalho, da secretaria de Finanças e Gestão (Sefin), realizará o acompanhamento psicossocial dos servidores, para identificar fatores de risco para intervenções precoces, oferecer apoio emocional e orientar equipes e chefias na gestão de crises e luto.
A equipe será nomeada por portaria, e também terá a meta de reduzir estigmas e organizar ações de posvenção para reduzir impactos traumáticos no contexto laboral.
"É um importante avanço para os servidores de Santos e demonstra o compromisso com a saúde mental e com um ambiente de trabalho saudável. É um acompanhamento sem estigmas e sigiloso, conduzido por uma equipe especializada", destaca o titular da Sefin, Adriano Leocadio
PREVENÇÃO E POSVENÇÃO
Entre as frentes de prevenção previstas na norma estão o acolhimento de servidores vulneráveis, a criação de grupos de apoio focados em autocuidado e manejo do estresse, a realização de palestras, rodas de conversa, oficinas e a capacitação contínua de chefias em escuta ativa.
Já as ações de posvenção englobam o acolhimento imediato das equipes afetadas, escutas individuais e coletivas para redução de traumas, orientações sobre comunicação institucional adequada para evitar exposição indevida, encaminhamento à rede de atenção à saúde mental e a identificação de fatores organizacionais associados ao evento.
Para garantir a efetividade da iniciativa, a equipe multidisciplinar responsável deverá manter registro sigiloso das ações, respeitando a legislação de proteção de dados, emitir relatórios periódicos com indicadores e revisar anualmente as estratégias adotadas. O decreto também autoriza a celebração de acordos de cooperação com ONGs, OSCIPs e instituições especializadas, bem como com outros órgãos da administração municipal.
Esta iniciativa contempla o item 16 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Paz, Justiça e Instituições Eficazes. Conheça os outros artigos dos ODS.