Santista é campeã sub23 na Copa do Mundo de Canoagem no Ceará
Com a expectativa de disputar mais um Mundial, agora na Espanha, a santista Bruna Libório (Fupes/ Unisanta/ CR Vasco da Gama) chegará no campeonato mais do que motivada com a conquista de um importante pódio internacional. Ela foi campeã sub23 e terceira colocada geral na categoria surfski feminino na Copa do Mundo de Canoagem Oceânica, no Ceará.
A atleta segue nas águas cearenses, para tentar mais um título, do tradicional Molokabra, nesta quarta-feira (23) e sexta-feira (25). Depois, o foco fica para o Mundial da modalidade, de 4 a 12 de outubro, na Espanha.

Bruna foi recebida pela mãe, após a vitória
Bruna falou do resultado na Copa do Mundo, sobretudo depois de um ano exaustivo de conciliação entre estudos, trabalhos e treinos, e também das condições enfrentadas na prova. “Fazia tempo que eu não conseguia competir aqui, por conta da faculdade, mas esse ano, sendo Copa do Mundo, não poderia deixar essa chance passar. E foi incrível”, disse.
“Como sempre, as condições aqui são sensacionais, muita onda, muito vento. É um parque de aventuras. Consegui ter uma boa leitura, foi incrível. Sabia que eram boas adversárias e deu tudo certo, num ano bem difícil, que até pensei parar, porque a faculdade pegou forte, trabalho, estágio e não conseguia dar meu melhor nos treinos, mas consegui as medalhas”, revelou a canoísta, que no Ceará está acompanhada da mãe, Kátia.
Depois da disputa no Ceará, Bruna segue para a Espanha para sua terceira participação em mundiais. Desta vez, com um incentivo a mais. Com a vaga garantida, ela foi convidada pela Federação Internacional de Canoagem para participar de um programa de identificação de talentos, visando preparar novos valores para o futuro competitivo.

Bruna com o ídolo da modalidade, Sebastian Cuattrin
A primeira participação foi aos 14 anos, com o seu pai, o canoísta Jefferson Libório, no campeonato na França, apenas para ganhar experiência, competindo na sub18. “Peguei uma bagagem absurda”, ressaltou a atleta de 21 anos.
“Depois, competi em Portugal, e estava com 17 anos. Fui sozinha e consegui melhorar. Mas depois disso, não fui mais por conta de custos, mas esse programa da Federação Internacional veio na hora certa”, falou a atleta de 21 anos, que também tem apoios de Medfisiosport, Spawn Academia e WPS.
Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-Estar. Conheça os outros artigos dos ODS.